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Grandes nomes do mercado imobiliário mineiro e nacional se reuniram, no dia 19 de setembro, no 1º Congresso do Mercado Imobiliário, realizado em Belo Horizonte, para discutir os principais desafios e tendências do setor.

O evento, realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), integrou a programação do MinasCon 2019, evento unificado da construção civil e ponto de encontro entre todos os envolvidos na cadeia produtiva do segmento.

Na abertura do congresso, o vice-presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, destacou a importância da iniciativa para fomentar o setor. “Juntos, temos mais força. Criamos um ambiente para compartilhar ideias, estratégias e expectativas. Acreditamos que 2019 continuará a ser um bom ano o setor da construção.”

O vice-presidente da Fiemg e presidente da Câmara da Indústria da Construção, Teodomiro Diniz, afirmou que o congresso possibilita o encontro da cadeia produtiva da construção com os profissionais do mercado imobiliário. “Unimos quem vende e quem constrói; isso cria um ambiente de negócios saudável e próspero, atendendo com qualidade e eficiência a demanda do cliente”, observou.

O superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha, disse que o maior desafio da instituição é fazer com que o mercado imobiliário seja competitivo e inovador.

“Podemos dizer que estamos contribuindo para a formalização do trabalho em um universo de grande desemprego. São mais de 103 mil microempreendedores individuais ligados ao setor da construção e, por isso, entendemos a importância de investir em educação empreendedora”, pontuou.

Investimentos – O diretor executivo de Habitação da Caixa, Matheus Neves Sinibaldi, também participou da abertura do 1º Congresso do Mercado Imobiliário. Ele ressaltou o comprometimento da Caixa no apoio ao crescimento do setor da construção.

“Estamos trabalhando para formar parcerias cada vez mais positivas para o mercado imobiliário. Uma das conquistas recentes é a nova linha de financiamento imobiliário, que será indexada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A modalidade cobrará, além da inflação, uma taxa que varia de 2,95% a 4,95% ao ano. Quanto melhor a relação do cliente com o banco, menor a taxa”, avaliou.

Os contratos terão prazo máximo de 360 meses e cota de financiamento de até 80% do valor do imóvel.

Sinibaldi abordou, ainda, a implementação do Painel da Construtora, que possibilitará às empresas acompanharem eletronicamente, em tempo real, o andamento de seus processos na Caixa.

Em novembro, deverá ser assinado o primeiro contrato de financiamento no formato de banco digital, com o envio de toda a documentação à Caixa por meio eletrônico; o cliente irá à agência apenas para assinar o contrato. Em dezembro, diversos serviços poderão ser acessados por aplicativo. 

Perspectivas – O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, pontuou que o setor da construção civil é a locomotiva da economia brasileira. “Presente desde o sonho da moradia digna até o emprego formal, o bom desempenho do setor contribui em muito para o aumento do investimento e do crescimento do país de maneira sustentável”, observou.

Ele enfatizou que, a cada R$ 1 milhão investidos na construção civil, são gerados cerca de 11,40 empregos diretos e indiretos, além de R$ 772 mil em renda direta e indireta.

“As regiões Sudeste e Centro-Oeste estão puxando o crescimento do mercado imobiliário no Brasil. No Sudeste, principalmente, a melhora se deve à economia mais pujante do que em outros Estados, especialmente em São Paulo”, disse.

Em relação à nova linha de crédito imobiliário indexada ao IPCA, o presidente da CBIC acredita que o setor da construção verá um impacto imediato nas vendas, mas não uma significância tão grande. Os financiamentos da nova linha devem somar cerca de R$ 10 bilhões, o equivalente a cerca de 10% dos financiamentos já previstos no ano.

“O setor da construção tem que ser valorizado e medidas que impulsionam o setor precisam ser tomadas.  A esperança é que a equipe econômica do governo federal consiga ajustar as contas públicas, gerar mais empregos, melhorar a renda do trabalhador e manter a tendência de queda dos juros aplicados nos financiamentos de imóveis”, enfatizou.