Inovação em Pauta

BH no epicentro da IA: o que o AI Summit 2026 revelou sobre o futuro dos negócios

Evento na capital mineira debateu a integração real da inteligência artificial nos modelos de negócios do País

Nos dias 20 e 21 de maio, Belo Horizonte sediou o AI Summit Brasil 2026, consolidado como o mais técnico e relevante congresso de Inteligência Artificial da América Latina. O evento, realizado no Materdei e promovido pelo Instituto Valor, reuniu executivos C-Level, líderes de inovação, gestores públicos e investidores em torno de uma pauta que não permite mais procrastinação: a integração real da IA nos modelos de negócio brasileiros.

Participar do AI Summit não é apenas atualizar-se sobre tendências. É observar, em tempo real, a velocidade com que a distância entre os que adotam a IA e os que ainda “estão avaliando” se transforma em vantagem competitiva irreversível. O congresso abordou negócios e soluções reais, não especulação futurista, com ênfase em tecnologias exponenciais, ética, regulação e impacto social.

Dois movimentos chamaram atenção especial. O primeiro: a maturidade do ecossistema nacional. Não estamos mais discutindo “se” a IA será adotada, estamos debatendo como governar, escalar e financiar essa transformação. Empresas de setores tão diversos quanto saúde, engenharia, agronegócio e serviços financeiros apresentaram casos reais de implementação, com métricas de ganho de eficiência e redução de custos operacionais documentadas.

O segundo movimento é ainda mais estratégico para quem atua com inovação: a convergência entre a agenda da IA e os instrumentos públicos de fomento. O Brasil dispõe hoje de um ecossistema robusto de financiamento não reembolsável e reembolsável, FINEP, FAPs (Fundação de amparo à pesquisa) dos estados, BNDES, BDMG, com editais ativos que contemplam explicitamente projetos de IA, automação inteligente, plataformas SaaS e transformação digital. A lacuna não está nos recursos; está na capacidade das empresas de estruturar projetos elegíveis e competitivos.

Para os empresários e líderes presentes no AI Summit, o recado é direto: a janela de oportunidade para captar recursos públicos para projetos de IA está aberta e bem sinalizada. Chamadas como a FINEP Tecnologias Digitais e o Compete Minas da FAPEMIG permitem que empresas com nível de maturidade que envolvem risco tecnológico acessem subvenção econômica para desenvolver e escalar soluções baseadas em IA, sem necessidade de devolução.

Belo Horizonte, que já concentra uma das maiores densidades de centros de P&D e ICTs do país, consolida-se como polo estratégico para essa convergência. O AI Summit 2026 não foi apenas um congresso, foi um diagnóstico coletivo e um chamado à ação. Quem saiu do Materdei sem um plano concreto de aceleração deixou oportunidade na mesa.

O futuro não está sendo construído agora, não fique de fora!

AI Summit 2026
Foto: ACATE

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