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Indicador de expectativa de cenário para os próximos seis meses também apresentou piora - CREDITO:ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

Os consumidores da capital mineira estão menos otimistas com a economia do País. O Índice de Confiança do Consumidor do primeiro trimestre, medido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), recuou 5,1 pontos, passando de 58,2 para 53,1 pontos.

Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, a queda da confiança dos consumidores está relacionada à lenta recuperação econômica.

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“Estamos acompanhando uma melhora gradual da economia, mas que vem ocorrendo em um ritmo abaixo do esperado por todos. E isso vem refletindo no indicador de confiança dos consumidores belo-horizontinos, pois eles mantêm um nível elevado de incerteza em relação a situação econômica do País”, explica Silva.

“O atraso na aprovação de reformas estruturais e de medidas que ajudem a acelerar o crescimento econômico também tem frustrado os consumidores e contribuído para a queda da confiança”, acrescenta.

Entre os gêneros, o levantamento mostrou que a confiança caiu em ambos os sexos em relação à economia e às finanças pessoais. O resultado para os homens foi de 57,4 pontos. Já para as mulheres, o indicador registrou 50 pontos. Essa diferença é explicada pelo desemprego ser maior entre o público feminino (mulheres em 12,8% / homens em 11% no quarto trimestre de 18, de acordo com o IBGE).

Na segmentação por faixa etária, o Indicador de Confiança do Consumidor, no primeiro trimestre de 2019, apontou que os jovens (de 18 a 24 anos) são os mais otimistas com a economia do País, com 58 pontos. Já os consumidores menos confiantes estão entre os jovens adultos (de 25 a 34 anos). O indicador para essa faixa etária teve queda de 9,6 pontos em relação ao trimestre anterior e ficou em 50,2 pontos.




“Essa parcela da população foi a única que sofreu queda dos rendimentos reais no primeiro trimestre do ano, por isso são os menos otimistas”, comenta o presidente da CDL/BH.

O indicador de condições gerais, que representa as percepções dos consumidores em relação ao cenário econômico e finanças pessoais nos últimos seis meses, teve uma pequena redução de 0,4 pontos percentuais e registrou 52,9 pontos no primeiro trimestre. Segundo o presidente da CDL/BH, “a queda deste indicador reflete a situação atual da economia e finanças pessoais dos consumidores belo-horizontinos, que vêm sentindo os efeitos do aumento da inflação no trimestre, que ficou 1,12 pontos percentuais acima do trimestre imediatamente anterior, passando de 0,39% para 1,51%.

A percepção dos consumidores sobre a situação econômica do País nos últimos seis meses melhorou. O indicador aumentou 9,3 pontos e ficou em 42,7. Já em relação às finanças pessoais, o indicador teve uma queda considerável de 10,3 pontos e ficou em 63 pontos. Esse resultado é o menor desde o segundo trimestre de 2018 (53,2 pontos).

Expectativa – Os consumidores estão menos otimistas em relação ao cenário econômico e às finanças pessoais para os próximos seis meses. O indicador de expectativa geral registrou 53,6 pontos no primeiro trimestre, e embora esteja acima do nível neutro dos 50 pontos, ele teve uma queda de 14,4 pontos em relação ao trimestre anterior. O subindicador de expectativa para o cenário econômico também teve recuo de 17 pontos percentuais e ficou em 50,4 pontos. Assim como o de finanças pessoais, que reduziu 11,7 pontos e ficou em 56,9.

“O belo-horizontino ainda não está conseguindo enxergar um cenário melhor para os próximos seis meses, por isso eles seguem menos confiantes com os rumos que a economia vai tomar”, finaliza o presidente da CDL/BH.

Foram entrevistados 401 consumidores entre os dias 9 e 16 de abril.




Inec recua 1,4 ponto em abril, segundo a CNI

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) caiu 1,4 ponto em abril na comparação com dezembro de 2018, último mês em que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) havia divulgado o indicador. O índice recuou de 49,8 para 48,4 pontos, distanciando-se da linha divisória de 50 pontos – qualquer pontuação acima desse patamar aponta confiança no consumidor e abaixo desse nível indica falta de confiança.

Apesar da queda registrada em abril, o indicador está 2,3 pontos acima da média histórica de 46,1 pontos. Na avaliação da CNI, o recuo de 1,4 ponto no Inec não pode ser interpretado como uma reversão da tendência de alta iniciada em setembro do ano passado. Em dezembro, o índice fechou com crescimento de 4,5 pontos. Na comparação com março de 2018, recorte mais próximo de um ano, o índice acumulou alta de 5,9 pontos.

De acordo com o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a queda da confiança registrada neste mês deve-se, principalmente, à piora das expectativas de inflação e desemprego. “Os índices de expectativa de inflação e de desemprego aumentaram entre dezembro de 2018 e abril de 2019. Além disso, o consumidor está prevendo estabilidade de sua renda, ao contrário de dezembro, quando esperava aumento”, afirma Azevedo.

Nordeste – A pesquisa elaborada pela CNI mostra que a falta de confiança dos consumidores é maior na região Nordeste. O índice caiu em todas as regiões, sendo que entre os nordestinos registrou queda de 2,2 pontos. Os dados apontam também que as expectativas do consumidor são mais baixas nas famílias com renda de até um salário mínimo e entre pessoas com escolaridade até a 4ª séria do ensino fundamental.

O Inec inaugura um novo formato. Deixou de ser calculado com base fixa e, a partir deste mês, passa a ser um índice de difusão, que varia de zero a cem pontos. Além disso, o indicador, que era mensal, agora é trimestral e passa a ser calculado para diversos extratos da população: gênero, faixa etária, grau de instrução, região, renda familiar e condição do município do consumidor (se capital, periferia ou interior).

Excepcionalmente, o primeiro resultado de 2019 se refere ao mês de abril, ao invés de março. As séries históricas foram recalculadas a partir de 2009 para refletir a alteração na periodicidade e a nova metodologia.

Esta edição do Inec, feita em parceria com o Ibope-Inteligência, ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 12 e 15 de abril.

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