Entre os destaques do cooperativismo em Minas estão os setores de pecuária leiteira e de produção de café - Crédito: Arnaldo Alves/ SECS

O cooperativismo mineiro segue em curva ascendente, registrando alta em sua movimentação pelo quinto ano consecutivo. Em 2018, as cooperativas com sede em Minas Gerais movimentaram um total de R$ 53,6 bilhões – crescimento de 14,9% em relação a 2017, quando foram registrados R$ 46,7 bilhões. Também é destacada a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que ficou em 9%. Os valores ganham ainda mais evidência quando comparados com o crescimento econômico do Brasil e de Minas Gerais. No mesmo período, a economia no Estado teve alta de 1,2%, enquanto o Brasil obteve um aumento de apenas 1,1%.

O cooperativismo segue também como um grande gerador de postos de trabalho, com um crescimento de 9,8% no quadro funcional ultrapassando a marca de 43 mil pessoas empregadas. No ano passado, o segmento registrou também um crescimento de 9,8% no número de cooperados em Minas, o que equivale a 155 mil novos membros, contabilizando 1,74 milhão de pessoas.

Os dados são da 14ª edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro, publicação organizada pelo Sistema Ocemg. O documento traz levantamento detalhado do setor no Estado, por meio da consolidação de dados enviados pelas próprias cooperativas, como informações econômico-financeiras, exportações, quadro social e funcional do segmento, contribuições do cooperativismo para a sociedade, investimentos, entre diversos outros números. O estudo será lançado nesta quinta-feira (11), como parte das comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo.

Comemoração – Os seguidos resultados positivos do cooperativismo em Minas Gerais são motivo de comemoração para o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato.

“Em 2018, as cooperativas mineiras registraram desempenho positivo e seguiram avançando em suas diversas frentes de atuação. Os dados apresentados na 14ª edição do Anuário confirmam a pujança do segmento no Estado, que cresce e prospera a despeito do cenário pouco vigoroso do país”, afirma.

O cooperativismo possui forte papel econômico e social em Minas Gerais. O Estado é o 2º maior em número de cooperativas do País, o 5º em número de cooperados e o 5º maior em termos de geração de empregos. O segmento totaliza 1,74 milhão de cooperados, 43,4mil empregados, reunidos em 771 cooperativas. As cooperativas geram ainda R$ 1,7 bilhão em tributos, que representaram 4,8% do faturamento total de 2018.

Os três ramos do cooperativismo, responsáveis pela maior parte da movimentação de renda em Minas Gerais, foram Agropecuário, Crédito e Saúde. Juntos, eles representam 96,7% dos R$ 53,6 bilhões. Já os segmentos que mais geraram postos de trabalho foram Saúde, com 1.638 novos empregados e o Crédito, com 1489 contratados.

Em 2018, o salário médio dos empregados das cooperativas mineiras foi 29,9% superior ao salário médio dos empregados do setor privado do Estado, que corresponde a R$ 1.783,00, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ramo Agropecuário apresentou uma movimentação econômica de R$ 20,7 bilhões, representando 38,6% da atividade econômica do cooperativismo no Estado. Minas Gerais é o maior produtor nacional de café e leite, correspondendo por 53,5% e 26.6% da produção nacional, respectivamente.

As cooperativas mineiras são responsáveis por 25,8% de toda a produção de café do País, sendo que essa representatividade sobe para 48,3% em Minas.

O Estado de Minas Gerais representa 26,6% de toda a produção de leite do Brasil, e as cooperativas mineiras foram responsáveis pela produção de 19,6% de todo o leite em território mineiro no ano passado.

Além de terem importante participação no mercado interno, as cooperativas mineiras também exercem um relevante papel nas exportações, com mais de 304 mil toneladas de café; mais de 1,2 mil toneladas de carne suína; mais de 1,3 mil toneladas de algodão; e mais de 2 mil quilos de própolis. (Da Redação)