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Crescimento do PIB mineiro no terceiro trimestre chega a 1,8%

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A indústria respondeu por 29,8% do PIB de Minas Gerais no terceiro trimestre | Foto: Miguel Angelo

A Fundação João Pinheiro (FJP) divulgou, na sexta-feira  (17), os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais referentes ao 2º trimestre de 2021. O indicador apresentou crescimento de 1,8% em comparação ao 1º trimestre do ano, quando o PIB mineiro registrou alta de 0,4% (valor atualizado pela instituição). No período, as riquezas geradas no Estado são estimadas em R$ 206,1 bilhões

O pesquisador da FJP, Raimundo Leal,  ressaltou que, no comparativo com 2020, os primeiros seis meses de 2021 foram fechados com o “crescimento expressivo” de 33,4%. “A gente pode decompor esse resultado em duas partes iniciais: o primeiro é que a quantidade de bens e serviços produzidos aumentou. Em segundo lugar, o que explica é que os preços também aumentaram. Mas se a gente consolidar o primeiro semestre de 2021, comparado com 2020, nós temos crescimento real de 7,4%, indicativo do quanto a economia de Minas já cresceu no acumulado do ano”, explicou Leal. 

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Ainda no que diz respeito aos comparativos mineiro e brasileiro, vale ressaltar que, diferentemente do que ocorreu no 1º trimestre de 2021, quando o PIB do País cresceu 1,2% e Minas Gerais apenas 0,4%, no último trimestre (abril a junho), o movimento foi inverso: enquanto o Estado teve alta de 1,2% no PIB, o Brasil registrou retração de 0,1% na soma da produção interna, sendo que o PIB mineiro representou 9,6% do nacional. 

O efeito vacinação e o setor de serviços

A contribuição mais expressiva é do setor de serviços, responsável por movimentar R$ 101,9 bilhões (55,5% do total). “O PIB do 2º trimestre já destaca a primeira contribuição do avanço da vacinação. Apesar da segunda onda que tivemos da pandemia, esse avanço permitiu que o segmento de serviços iniciasse a sua recuperação. Essa recuperação ainda não se completou, a gente ainda não retornou ao período pré-pandemia, mas o horizonte é favorável para o 2º semestre deste ano”, analisa Leal. 

Como destaque do setor, segundo o pesquisador, estão os aluguéis e a prestação de serviços a empresas, que fazem parte do grupo classificado como “outros serviços” e que inclui, ainda, serviços de alojamento e alimentação, serviços de informação e comunicação, educação e saúde privada, por exemplo. Além disso, entre os serviços que incentivaram o crescimento de 0,5% no Valor Adicionado Bruto (VAB) do setor no Estado em relação ao trimestre anterior, estão aqueles relacionados ao transporte (1,3% de expansão) e outros serviços (1,1%). 

Os serviços de transportes no modal rodoviário foram significativos principalmente pela necessidade de escoamento das cargas provenientes da indústria de transformação

Além disso, o comércio registrou a mesma variação do VAB mineiro (0,5%), com destaque para o aumento da venda de livros, jornais, revistas e papelaria no segundo trimestre do ano, seguido pelo aumento de venda de tecidos, vestuário e calçados – lista de produtos considerada enquanto “demanda reprimida” e que exigia abertura do comércio -, veículos, motocicletas, peças automotivas, além de materiais de construção e artigos farmacêuticos, médicos e cosméticos. 

Desempenho da indústria e energia

O resultado do PIB teve contribuição positiva da indústria, favorecido diretamente pelo aumento dos preços dos bens de consumo. No total, o setor da indústria contribuiu com 29,8% do PIB mineiro, com valores estimados em R$ 54,7 bilhões e registrou alta de 4,6% no comparativo ao trimestre anterior .

Durante o 2º trimestre do ano, até mesmo o desempenho da geração de energia no Estado foi superior à esperada, sendo 4% maior do que o trimestre imediatamente anterior. Mas a explicação está na antecipação da queda da geração, transmissão e distribuição registrada no 1º trimestre. 

“Normalmente a gente teria uma redução de produção de energia no segundo trimestre, mas isso foi antecipado para o primeiro trimestre e essa redução veio com muita intensidade em relação ao que estava sendo gerado no final de 2020. Devemos lembrar também que alguns segmentos da indústria têm atividades intensivas no uso de eletricidade”, explicou Leal.

A explicação para o crescimento da geração de energia está na geração hidrelétrica em junho, impulsionada pelas usinas de Furnas e Emborcação. Ademais, em relação ao setor de energia e saneamento, o VAB das atividades, juntas, teve crescimento de 5,4%, já que houve aumento do volume de água e gás produzido no Estado, além da retomada das atividades da indústria responsável pelo consumo de quantidade significativa de energia elétrica. Contudo, o resultado do trimestre não significa a retomada, já que, no acumulado do ano, o VAB ficou em -3,3% e, em termos anualizados, o valor ficou em -2,2%, o que indica a força do recuo da geração hidrelétrica

A indústria de transformação protagonizou o resultado positivo do índice de volume do PIB do Estado, já que o setor registrou expansão de 4,1% em relação aos primeiros três meses do ano. As principais atividades que contribuíram para o dado são: indústria da celulose, bebidas, fumo, máquinas e equipamentos, minerais não metálicos e metalurgia. Apesar de apresentar resultados que revelam expansão, a indústria de extração mineral (crescimento de 3,5%) e a de construção civil (1,6%), Minas Gerais não alcançou o mesmo nível de atividade nacional nos dois setores, que registraram índices de 5,3% e 2,7%, respectivamente, na comparação. 

Baixa do café e agropecuária 

Segundo os dados do informativo da FJP, estima-se que a agropecuária foi responsável pela geração de R$ 27 bilhões, contribuição de 14,7% no PIB do Estado. No entanto, o setor apresentou retração de 3,2%, enquanto o cenário brasileiro teve queda menor, estimada em 2,8%. Para o pesquisador da FJP Thiago de Almeida, a explicação para esse decréscimo em Minas Gerais está ligado, principalmente, à safra do café no Estado. 

“Por que Minas teve queda mais elevada? Porque a cafeicultura tem um peso mais elevado na economia mineira do que no Brasil. No país como um todo, o carro-chefe é a soja. E este é um ano de baixa no café. A gente tem outras culturas que apresentaram quedas: algodão herbáceo, a segunda safra do feijão, o milho e a batata inglesa”, pontua Thiago — é importante lembrar que essa baixa no café diz respeito à bienalidade do ciclo do café, já que no primeiro ano de colheita ele oferece muitos frutos e no segundo a quantidade é naturalmente reduzida.   

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