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O custo da construção em Belo Horizonte registrou ligeira alta de 0,12% em julho, na comparação com o mês anterior, com tendência à estabilidade. Conforme divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), o aumento no Custo Unitário Básico de Construção (CUB/metro quadrado – projeto-padrão R8-N) ocorreu devido ao incremento de 0,31% no preço de materiais de construção. Os demais componentes do indicador – mão de obra, despesas administrativas e aluguel de equipamento – ficaram estáveis nessa base comparativa.

“O CUB está dentro da normalidade, ou seja, apresentando estabilidade. É um reflexo do que estamos vendo na economia de modo geral, com inflação civilizada e juros em queda”, disse o coordenador sindical do Sinduscon-MG, o economista Daniel Furletti. Ele pondera ainda que a estabilidade dos preços também reflete o ritmo lento de recuperação econômica.

Em julho, o custo do metro quadrado de construção na Capital ficou em R$ 1.430,09, enquanto em junho era de R$ 1.428,31. O valor é referente ao projeto padrão R8-N(residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos). Ainda em relação a julho, a mão de obra representou 55,81% do CUB/metro quadrado. Em seguida, aparecem os materiais de construção, com 40,1%. As despesas administrativas/aluguel de equipamentos foram responsáveis por 4,09%.

Conforme o Sinduscon-MG, os materiais que apresentaram crescimento nos preços em julho foram: porta interna semioca para pintura (+12,90%), areia (+5,96%), esquadria de correr (+1,29%), cimento CP-32 II (+0,73%) e brita (+0,66%).

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, o CUB/metro quadrado mostrou alta de 1,43%. Já em 12 meses, o aumento foi de 4,27%. Nesses casos, segundo Furletti, a alta foi mais acentuada devido ao impacto da data-base dos trabalhadores da construção.

O levantamento apontou que, no acumulado deste ano, o custo com material aumentou 2,44%, enquanto a alta no custo com a mão de obra foi de 0,82%. Despesas administrativas e com o aluguel de equipamentos ficaram estáveis. Já no acumulado de 12 meses, foi registrado incremento de 4,56% no custo com material de construção, 4,38% no custo com a mão de obra e estabilidade em despesas administrativas e aluguel de equipamentos.

Plano diretor – Daniel Furletti esclarece que o custo da construção não é o mesmo que preço. Ele informa que, por exemplo, se o mercado imobiliário está aquecido, o custo pode cair e o preço do imóvel subir. E Furletti pondera que a sanção do Plano Diretor de Belo Horizonte pelo prefeito Alexandre Kalil pode levar ao aumento do preço do imóvel na Capital. A sanção foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na sexta-feira (9).

A principal preocupação de Furletti é com a outorga onerosa. Por essa medida, ocorre o pagamento pelo direito de se construir acima do coeficiente determinado para cada região. Ele considera que a medida pode elevar o custo de construção e dificultar empreendimentos na Capital.