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Um modelo pioneiro de fornecimento de energia fotovoltaica à indústria de pequeno porte está fazendo sucesso em Minas e já tem até fila de espera.

Desenvolvido em parceria pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Companhia Energética de Minas Gerais – Geração Distribuída (Cemig GD), a iniciativa prevê a formação de consórcio de indústria, via sindicatos, para que as unidades tenham acesso à energia solar.

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A gerente de Energia da Fiemg, Tânia Mara Costa, explica que, nessa primeira iniciativa, a energia provém da Usina de Janaúba (Norte de Minas) e a economia média das indústrias participantes será de 15% nas contas de energia. Além de oferecer a vantagem da redução de custos, o modelo garante às empresas o Selo Verde de uso de energia de fonte renovável.

O ineditismo da iniciativa está no fato de o consórcio ser gerido por sindicatos, via federação. Segundo Tânia Mara, a Usina de Janaúba deve começar a operar no fim deste mês e tem capacidade de gerar 5MW. Desse total, 4MW serão destinados ao consórcio da Fiemg e 1MW vai para o Mercado Central de Belo Horizonte.

Nesse primeiro projeto, serão atendidas 140 unidades industriais ligadas a dez sindicatos. Mas, segundo Tânia Mara, já há filas de interessados. Com isso, a gerência de projetos já vem desenvolvendo outros modelos e também buscando novos parceiros. “Estamos esperando que até o final de 2020 mais 30 parques desse tamanho estejam construídos no Estado”, diz. “O primeiro vagão de energia limpa já está cheio, mas os próximos já estão sendo organizados”, completa Tânia Mara.

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Crédito – A empresa que aderir ao consórcio pagará o preço fixo mensal equivalente a 100kw/h referente ao serviço de distribuição. Ela terá direito a um determinado crédito a cada mês, que será definido a partir da média de consumo nos últimos 12 meses. Se, por exemplo, a média for de 1.000kWh por mês e a empresa gastar esse total, pagará somente o mínimo cobrado pela distribuição. Se exceder, ela pagará tarifa cheia pelo excedente, mas terá 15% de desconto sobre o restante (caso gaste 1.200kWh, por exemplo, pagará tarifa cheia sobre 200kWh, mas terá 15% de desconto sobre os 1.000kWh). Caso utilize menos, ficará com créditos para gastar no prazo de 60 dias. A cada 12 meses a Cemig faz a revisão do valor de referência.

Esse modelo é voltado para pequenas indústrias, como padarias, negócios de informática e reparo de automóveis. De acordo com a Fiemg, as empresas que querem fazer parte precisam, além de serem associadas ao sindicato de seu setor, ter um com consumo médio mensal maior ou igual a 500 kWh nos últimos 12 meses (média–contas mínimas de R$ 500), pertencerem às classe ou subclasses comercial, industrial ou de serviços e utilizar a modalidade tarifaria convencional B3. Atualmente, os seguintes sindicatos fazem parte do consórcio: Sindbebidas; Sindimig, Sindipan-Uber; Sindirepa; Sindivestu; Sinpama; Sinpava; Sinvesd; Sindimetal; Sindinfor.

A parceria prevê que os sindicatos, que terão o papel de gestores do consórcio, receberão 1,5% da receita líquida da arrecadação feita pela Cemig. Os contratos são de 25 anos, sendo que são renovados a cada cinco anos. Caso o empresário queira sair do consórcio, o sindicato terá que fazer a sua substituição.

Tânia Mara explica que a Usina de Janaúba é um empreendimento da Cemig Geração Distribuidora. Outras entidades e empresas podem empreender construindo tais fazendas, se atentando que têm que garantir a ligação com a rede de distribuição da concessionária que, no caso, é a Cemig. “Não é um modelo de compra e venda de energia. É um modelo de direito de usufruir crédito de energia gerado pela usina”, explica a gerente da Fiemg.

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