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Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

São Paulo – Ao fim deste ano, a demanda de energia deve ter registrado queda de 6% em todo o mundo, recuo sete vezes maior do que o atingido durante a crise financeira de 2009, aponta análise da empresa de contabilidade e auditoria PwC, elaborada com base em dados da Agência Internacional de Energia para 2020 (IEA). O choque no consumo é o maior já visto nos últimos 70 anos.

O estudo “Futuro da Indústria de Óleo & Gás” prevê ainda que o ano será encerrado com diminuição de 20% nos investimentos em energia. Como fator principal da redução, o documento aponta a recessão global, que, por sua vez, está relacionada às restrições decorrentes da pandemia do Covid-19, como limitação de circulação de pessoas e de atividades econômicas.

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A PwC destaca também que a crise gerada pela pandemia desestabilizou todos os níveis do setor de energia, do suprimento à produção de combustíveis. O estudo avalia que haverá consequências tanto para a segurança energética como para a adoção de fontes de energia limpa. Um dos prognósticos é de que a energia nuclear seja a menos afetada pelas medidas de quarentena.

O que se imagina é uma pausa na transição energética como resultado da falta de recursos para viabilizá-la. Segundo os especialistas da PwC, o processo voltará a avançar à medida que os países se recuperem economicamente e tenham condições de financiar a transição.

Prognósticos – Há probabilidade de que a estagnação econômica perdure até 2022 e de que o cenário comece a se reverter entre 2023 e 2025. Somente entre 2025 e 2030 é que os países deverão voltar a crescer, segundo o estudo.

Para Jaime Andrade, sócio da PwC Brasil, a tendência é de que a substituição do petróleo e do gás por fontes alternativas se complete somente após décadas. Ele destaca, porém, que, devido às particularidades de cada região, isso pode ocorrer de forma mais acelerada, mas que em muitos países a transformação será mais lenta, por conta da pandemia.

O relatório ressalta também que o preço do petróleo deve subir nos próximos três ou quatro anos, em virtude da escassez de oferta. Por isso, é esperado um ciclo de expansão para a indústria de petróleo e gás entre 2024 e 2030.

A perspectiva é de que levará cerca de quatro anos para que a demanda global volte a 100 milhões de barris por dia e que o valor do Petróleo West Texas Intermediate (WTI) – petróleo bruto do Texas cujo valor serve de referência para se fixar o preço do petróleo no mercado norte-americano – alcance US$ 53,98 em janeiro de 2024. (ABr)

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