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Desempenho do varejo na Capital frustra expectativas

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CREDITO:ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

A taxa de desemprego elevada e a economia retraída têm feito com que o comércio de Belo Horizonte cresça lentamente. De acordo com pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), em abril, frente a igual mês do ano passado, foi registrada alta de apenas 0,28% nas vendas do comércio varejista. No ano passado, nesta mesma base de comparação, o crescimento havia sido de 2,38%. No confronto com março, o índice real de vendas apresentou redução de 0,05%, o que foi justificado pelo terceiro mês do ano ser uma base forte de comparação, uma vez que o Carnaval aqueceu o setor.

O crescimento acumulado no primeiro quadrimestre também ficou abaixo do esperado. As vendas de janeiro a abril, frente igual intervalo de 2018, registraram alta de 0,44%. Apesar do resultado positivo, o percentual é bem menor do que o verificado no ano passado, quando as vendas subiram 2,78%.

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De acordo com a economista da CDL-BH, Ana Paula Bastos, o leve crescimento das vendas do comércio varejista em abril e no primeiro quadrimestre ocorreu em função do cenário econômico instável.

“Os índices de crescimento do comércio ficaram aquém do esperado pelo setor. Durante o primeiro trimestre, tivemos uma redução na estimativa do Produto Interno Bruto (PIB), o que impactou na economia e refletiu no consumo. Além disso, o alto índice de desemprego desestimulou a comercialização, uma vez que a população adquire somente os bens de primeira necessidade com receio do endividamento”, explicou.

Segundo o levantamento da CDL-BH, na comparação de abril com igual mês em 2018, o segmento que apresentou o melhor desempenho foi o de veículos e peças, com alta de 1,53% nas vendas. Também encerraram o período com aumento nas comercializações os setores de vestuário e calçados (1,28%), supermercados (0,54%) e drogarias e cosméticos (0,27%).

Já os demais setores registraram retração no desempenho. No caso de papelaria e livrarias, a queda ficou em 2,04%, em material elétrico e construção a retração foi de 1,3%, móveis e eletrodomésticos tiveram recuo de 1,09%, seguido por informática (-1,05%) e artigos diversos, que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (-0,36%).

Já na comparação mensal, abril frente a março, foi registrada queda de 0,05% nas vendas. A retração nos resultados foi a primeira na base de comparação desde novembro de 2018.

“Em março, o Carnaval aqueceu as vendas no comércio da Capital, fazendo com que a base de comparação ficasse forte e promovendo o resultado menor em abril”, destacou Ana Paula.

No quarto mês do ano, frente a março, foi verificada alta nos setores de informática (1,03%), supermercados (0,93%), papelaria e livrarias (0,69%), veículos e peças (0,51%), vestuário e calçados (0,23%) e artigos diversos (0,05%).

Os demais segmentos apresentaram reduções. Em material elétrico e construção a queda foi de 1,25%, seguida por móveis e eletrodomésticos (1,06%) e drogarias e cosméticos (1,04%).

Doze meses – Nos últimos 12 meses, as vendas do comércio da Capital apresentaram leve crescimento de 0,1%. Os segmentos que tiveram resultados positivos no período foram: informática (0,59%), artigos diversos (0,52%), veículos e peças (0,33%), vestuário e calçados (0,26%) e supermercados (0,13%). Apresentaram redução os setores de móveis e eletrodomésticos (-0,38%), papelarias e livrarias (-0,15%), drogarias e cosméticos (-0,01%) e material elétrico e construção (-0,01%).

Para maio, a tendência é de alta. A expectativa se deve ao Dia das Mães, segunda melhor data comemorativa para o setor, após o Natal.

“As vendas devem apresentar um resultado melhor em maio, em relação a abril. Porém, para que o comércio tenha o desempenho alavancado em 2019 é preciso uma recuperação da economia e aumento na geração de empregos. Para que isso aconteça, é necessário que se aprove as reformas estruturais propostas pelo governo”, analisou Ana Paula.

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