Dia das Mães pode injetar R$ 2,18 bi no varejo de BH

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Dia das Mães pode injetar R$ 2,18 bi no varejo de BH
Crédito: Alisson J. SIlva/Arquivo DC

O Dia das Mães, considerado a principal data em termos de vendas para o varejo no primeiro semestre, promete uma injeção de R$ 2,18 bilhões no comércio de Belo Horizonte neste exercício.

O montante é cerca de 1% superior ao estimado para o mesmo período do ano passado, quando o levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) apontou um faturamento de R$ 2,16 bilhões no comércio da capital mineira em virtude da data.

Segundo o vice-presidente da entidade, Fernando Cardoso, o consumidor está otimista, disposto a ir às compras e até a gastar mais. Porém, ainda mantém determinada cautela, em função das incertezas no cenário econômico brasileiro.

“O apelo emocional é o principal determinante na decisão do consumidor no Dia das Mães. A pesquisa revelou, por exemplo, que oito em cada dez moradores da Capital (81,8%) pretendem presentear as mães este ano”, comentou.

O tíquete médio dos presentes deste ano deverá ficar estável, já que a pesquisa indicou um gasto médio de R$ 124,73 nos presentes contra os R$ 122,75 previstos no ano passado. Vale destacar que o valor desembolsado pelo consumidor neste Dia das Mães poderá variar conforme o tipo de produto escolhido.

Quem for presentear com joias e bijuterias, por exemplo, irá desembolsar o maior valor. O tíquete médio para estes itens será de R$ 167,63. A compra de calçados deve girar em torno de R$ 106,54. Já os menores valores pagos serão em perfumes e hidratantes (R$ 87,75) e roupas (R$ 85,62).

Mas, conforme a pesquisa, os itens mais procurados para presentear em 2019 seguirão a mesma linha dos produtos do Dia das Mães no ano passado: 48,8% roupas, 29,8% perfumes e hidratantes, 14,8% calçados e 4,7% jóias e bijuterias.

“No caso das roupas e itens de perfumaria, a preferência ocorre em função da variedade de produtos disponíveis e preços variados”, explicou.

Além disso, apenas 30,8% dos consumidores irão comprar mais do que um presente para o Dia das Mães. E a maior parte dos entrevistados (49,8%) pretende gastar de R$ 50,01 a R$ 100 no presente.

Sobre o local onde os consumidores irão realizar as compras, a maioria dos entrevistados respondeu (41,7%) que o local escolhido para adquirir o presente será em estabelecimentos que fiquem perto de suas casas. Já 33,8% preferem próximo ao trabalho. As lojas em centros comerciais foram a opção citada por 67,7% dos consumidores como lugar ideal para a realização das compras, seguidas pelos shoppings centers (27,1%) e internet (7,7%). Conforme Cardoso, isso indica a busca por maior comodidade.

O pagamento à vista (90,1%) será o mais utilizado para comprar os presentes. O dinheiro será a opção escolhida por 53,1% dos entrevistados. Já 19,7% dos consumidores vão utilizar o cartão de débito, e 16,3% vão pagar à vista no cartão de crédito.

Preços – De acordo com 76,1% dos entrevistados, o preço dos produtos é o que mais os atrai durante as compras. Em seguida, o que mais chama a atenção é o bom atendimento, com 55,5% das respostas. Neste caso, o vice-presidente da CDL-BH chama atenção para o preparo dos lojistas para receberem os clientes.

“Os lojistas devem estar cada vez mais preparados para oferecer a seus clientes um mix de produtos variados, com preço justo e atendimento de qualidade. O preço atrai o cliente à loja e o bom atendimento o faz concluir a compra e até elevar o tíquete”, justificou.

Intenção de consumo tem alta em Minas

O apelo emocional do Dia das Mães elevará não somente o faturamento do comércio da capital mineira no mês de maio, como aumentou o número de pessoas que pretendem gastar o dinheiro ao invés de poupá-lo no próximo mês em todo o Estado.

De acordo com levantamento de Intenção de Consumo da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), 44,2% dos consumidores mineiros pretendem ir às compras.

A título de comparação, o economista da entidade, Vinícius Carlos, destacou que o índice de consumidores que afirmaram usar seu dinheiro para compras no mês passado foi de 28,6%.

“Trata-se de uma data muito importante para as pessoas e também para o varejo, pois é a segunda melhor em termos de vendas no ano”, disse.

Para Vinícius Carlos, porém, além do apelo emocional, a melhoria na confiança das pessoas também influenciou o resultado da pesquisa. No entanto, o índice ainda ficou abaixo do indicado pelo levantamento realizado na mesma época do ano passado (49,4%).

“Para alcançarmos os patamares anteriores faltam medidas concretas que estimulem a absorção de pessoas desempregadas e promovam o aumento da renda”, explicou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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