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Economia

Distribuidores de aço estimam alta de até 5% nas vendas

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O ferro-gusa faz parte da cadeia de produção do aço e da cadeia de fundição; cerca de 54% do volume do Estado foi exportado em 2021 | Crédito: Divulgação

Após encerrar 2021 com leve queda de 0,7% nas vendas, se comparado com 2020, a comercialização de produtos siderúrgicos pelos distribuidores deve retomar os patamares pré-pandemia. A estimativa é de uma alta em torno de 3% a 5% em 2022. O crescimento será sustentado pela demanda aquecida vinda de vários segmentos, como energia eólica e solar, máquinas agrícolas, construção civil e veículos, puxados pelos caminhões. Os dados são do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).

De acordo com o presidente-executivo do Inda, Carlos Loureiro, a estimativa de crescimento para 2022 está baseada em setores que seguem com demanda firme e são importantes consumidores de produtos siderúrgicos. 

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“Estamos estimando um crescimento de consumo de 3% a 5% em 2022. Tem setores no Brasil que estão bem firmes. A parte de energia eólica e solar está muito forte, demandando bastante. Também temos máquinas agrícolas e construção civil muito firmes. Algumas  fábricas de tratores estão com vendas fechadas para sete meses. O setor de caminhões também está forte, apesar da fabricação ter um número menor que o de automóvel, mas o consumo por unidade é maior. No caso dos automóveis, à medida que haja regularização da oferta de chips, estimada para o segundo semestre, também ajudará a sustentar as vendas”, disse. 

Conforme os dados do Inda, em 2021, as vendas de produtos siderúrgicos pelos distribuidores somaram 3,59 milhões de toneladas, queda de apenas 0,7% no comparativo com 2020. Em dezembro, as vendas totalizaram 261,5 mil toneladas, gerando uma queda de 9,2% em relação ao último mês de 2020, quando foram vendidas 282,2 mil toneladas.

As compras ao longo do ano passado, segundo o Inda, somaram 3,72 milhões de toneladas, uma alta de 7,6% em relação a 2020. Em dezembro foram 248,6 mil toneladas adquiridas pelos associados do Inda, retração de 25,4% se comparado com o último mês de 2020.

Em relação aos estoques,  os distribuidores encerraram dezembro com um volume de 814,2 mil toneladas, ante 675,7 mil toneladas registradas no encerramento de 2020, um aumento de 20,5%. No confronto com novembro, o volume ficou 1,6% menor. O resultado é um volume armazenado de 3,1 meses, mostrando a recomposição dos estoques, o que Loureiro classifica como adequado. 

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“Conseguimos recompor o estoque e manter em um nível bom, com giro de três meses, o que é ideal”, explicou. 

Ao longo de 2021, as importações também ficaram maiores, sendo o maior volume registrado desde 2010. Segundo os dados do Inda, foram importadas 2,02 milhões de toneladas, uma alta de 117,8% frente a 2020. Em 2010, as compras no exterior somaram 3,7 milhões de toneladas.

Preços

De acordo com Loureiro, em relação aos preços, a expectativa é de que os valores internacionais tenham atingido o piso, o que gera certa estabilidade no mercado interno.

“Poucos negócios estão sendo fechados, o prêmio está muito pequeno. Estamos sem problemas de oferta, eventualmente, temos algum item especial com problema de entrega. Mas todas as usinas estão entregando no prazo. Estamos sentindo que os preços internacionais entraram em certa estabilidade”.

Para este mês, o Inda projeta um crescimento de 10% nas compras e também vendas, com uma redução nos estoques de 1,7%. “Nós estamos voltando a entrar em velocidade de cruzeiro, tanto nas vendas como nas compras”, completou.

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