COTAÇÃO DE 21-01-2022

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Economia
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Crédito: Marcos Brindicci / Reuters

São Paulo – A combinação entre mais chances de corte de juros nos Estados Unidos e avanço dos trâmites da reforma da Previdência derrubou o dólar ontem ao menor patamar desde fevereiro, com uma medida de risco no câmbio caindo à mínima em 15 meses. O dólar à vista cedeu 1,30%, a R$ 3,7585 na venda. É o menor patamar para um fechamento desde 28 de fevereiro (R$ 3,7531). Na mínima da sessão, a divisa foi cotada a R$ 3,7519 na venda.

A desvalorização percentual é a mais intensa desde 31 de maio (-1,37%). A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses cedeu a 11,567% ao ano. É o menor nível desde os 11,475% de 20 de abril de 2018.

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O real teve o segundo melhor desempenho dentre 34 pares do dólar, perdendo apenas para o rand sul-africano. Em julho, a divisa brasileira lidera os ganhos, com alta de 2,6%, e já ostenta a quinta melhor performance no acumulado do ano.

O dia foi de dólar fraco no mundo, depois que o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, fez comentários que levaram o mercado a aumentar apostas em corte de juros nos Estados Unidos no fim deste mês.

Juros mais baixos por lá melhoram a relação risco/retorno para mercados emergentes, o que pode trazer fluxo de capital ao Brasil, com aumento de oferta de dólar e consequente perda de valor da moeda.

Mas a moeda brasileira teve suporte adicional no noticiário doméstico, que indicou a investidores que a aprovação da reforma da Previdência parece ser apenas questão de tempo.




“Estamos no meio de um bull market”, disse Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, referindo-se a um período de alta dos ativos (no caso, do real). “Com a aprovação da reforma dada como certa, o mercado começa a se movimentar para a possibilidade de volta do estrangeiro. E não me parece muito difícil o dólar cair mais”, completou.

Apesar de ter reduzido posições compradas em dólar na B3, o investidor estrangeiro ainda sustenta US$ 32 bilhões nessa direção, próximo de valores históricos, o que demonstra certa desconfiança com as perspectivas locais.

Por isso, alguns analistas ainda preferem operar real contra outras moedas que não o dólar. O Goldman Sachs, por exemplo, enxerga valor no trade real contra dólar australiano. Desde 20 de maio, o real se valoriza 8,3% ante o dólar da Austrália. (Reuters)

Ibovespa avança 1,23% e alcança nova máxima

São Paulo – O Ibovespa atingiu nova máxima de fechamento ontem, impulsionado pelo otimismo do mercado com a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados. O índice subiu 1,23%, a 105.817,06 pontos. Com isso, passa a acumular alta de 20,4% em 2019. O volume financeiro da sessão somou R$ 21,5 bilhões.

O mercado monitorou o processo de votação do texto principal da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados, matéria considerada pelo governo peça-chave para o reequilíbrio das contas públicas do País.

“O mercado está precificando essa aprovação”, afirmou Felipe Silveira, analista de investimentos da Coinvalores, que também reiterou otimismo na expectativa de que a votação em segundo turno seja realizada antes do recesso parlamentar, no dia 18 de julho.




No exterior, o otimismo também prevalecia quando o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, abriu caminho para o primeiro corte de juros nos Estados Unidos em uma década ainda neste mês, ao prometer “agir conforme apropriado” para defender a expansão econômica ameaçada pelas disputas comerciais e desaceleração global. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,45%.

A sessão da B3 ainda foi marcada por ajuste aos movimentos das ações brasileiras listadas em Nova York, os ADRs, que foram negociados na véspera, quando não houve operações na bolsa paulista em razão de feriado no estado de São Paulo. (Reuters)

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