Durigan promete superávits primários crescentes em 2027 e defende agenda para cortar juros

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalha agenda econômica focada na responsabilidade fiscal e na redução do custo do crédito no Brasil
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Durigan promete superávits primários crescentes em 2027 e defende agenda para cortar juros
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (31), que o governo pretende entregar superávits primários “recorrentes e crescentes” a partir de 2027 e defendeu uma agenda econômica focada na redução dos juros, no fortalecimento da regra fiscal e no controle do crescimento das despesas obrigatórias.

“O compromisso com uma política fiscal muito responsável, com superávits crescentes nos próximos anos, eu diria que, em síntese, é o nosso compromisso para os próximos anos”, disse Durigan, durante participação em evento do BTG Pactual.

Ele colocou a redução dos juros como a principal prioridade econômica do momento. Segundo Durigan, o elevado custo do dinheiro afeta o Tesouro Nacional, as empresas, os produtores rurais e as famílias brasileiras, sendo um dos principais entraves ao crescimento econômico.

“O desafio de agora do País é reduzir a taxa de juros. É isso que nós vamos fazer e nós vamos adotar as medidas necessárias para atingir esse objetivo… O tema do custo do dinheiro no Brasil, do custo do crédito, é um tema que também preocupa, sem dúvida. Nós temos que fazer avançar uma agenda, olhando para essa “milha final”, que é como a gente traz os juros, falando de custo de dinheiro, com um patamar civilizado”, afirmou o ministro.

Durigan destacou ainda três temas que considera centrais para o futuro do País: o fortalecimento das instituições, o combate ao crime organizado e o elevado custo dos juros.

Segundo ele, o Brasil precisa consolidar instituições capazes de dar legitimidade às decisões públicas e avançar na repressão a crimes financeiros e organizações criminosas.

‘Sete passos’

O ministro apresentou o que chamou de “sete passos” para a agenda fiscal dos próximos anos e indicou que a redução do custo do dinheiro no País é a principal prioridade econômica do momento.

O primeiro deles, segundo Durigan, é a redução dos juros, como segundo ponto, apontou a necessidade de cumprimento das metas fiscais estabelecidas pelo próprio governo no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a terceira medida é continuar revisando incentivos tributários, a quarta é abrir espaço para despesas discricionárias, a quinta, olhar para o gasto social e o beneficiar.

Como sexto eixo da agenda econômica, Durigan defendeu o aumento da eficiência do setor público, com digitalização de processos e redução da burocracia e, em sétimo lugar, a agenda microeconômica, com foco em facilitar a vida do credor no Brasil e uma agenda de infraestrutura “forte”.

Segundo o ministro, a estratégia econômica do governo continuará baseada na responsabilidade fiscal e na melhora gradual dos resultados das contas públicas.

Conteúdo distribuído por Agência Estadão

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