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Elevação nos preços do minério deixa o setor guseiro apreensivo

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Apesar dos receios quanto ao custo do minério de ferro, segmento está confiante para o 2º semestre - Crédito: MODULAX/DIVULGAÇÃO

O rompimento da barragem da Vale na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), ocorrido há seis meses, continua afetando diversas atividades produtivas de Minas Gerais, entre elas a de gusa. Enquanto logo após o corrido a preocupação do setor era com a possibilidade de desabastecimento, agora diz respeito à alta do preço do minério de ferro.

Para se ter uma ideia, a commodity, que era comercializada a cerca de US$ 65 a tonelada antes do colapso da estrutura na mina da Vale, já chega a patamares superiores a US$ 120 no mercado internacional. A apreensão do setor guseiro é com relação ao encarecimento do custo do produto e à falta de margem para repasses.

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Diante do cenário, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG), Fausto Varela Cançado, as empresas seguem inseguras e continuam vendo com preocupação o desempenho do setor no decorrer deste exercício.

“Os níveis produtivos continuam nos mesmos patamares, indicando elevação para o encerramento do ano, mas é fato que os cenários nacional e internacional apertaram ainda mais as margens e as projeções de rentabilidade. Tanto a alta do preço quanto a queda na qualidade dos insumos estão influenciando essa perspectiva”, comentou.

De qualquer maneira, segundo o dirigente, os empresários do setor seguem apreensivos com o desenrolar do restante do exercício. É que as margens para repasse dos preços se esgotaram.

“A retomada da economia ainda é muito lenta e não temos condições de reajustar os preços, o que está onerando ainda mais as empresas do setor e diminuindo a competitividade”, justificou.

Estabilidade – Conforme ele, embora o balanço do primeiro semestre ainda não tenha sido fechado, estima-se que a produção tenha mantido os mesmos níveis dos seis primeiros meses de 2018.

A expectativa é de que o cenário mude agora, na segunda metade do exercício, principalmente a partir da aprovação das tão esperadas reformas estruturais, como a da Previdência, que já foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. Segundo o empresário, o aquecimento do mercado interno, nos próximos meses, poderá beneficiar o setor produtivo como um todo.

“Caso as projeções se confirmem, o setor conseguirá, pelo menos, empatar com o ano passado”. Em 2018, o segmento produziu 3,16 milhões de toneladas de gusa, representando um avanço de cerca de 15% sobre o ano anterior. O crescimento foi possível graças à retomada de alguns fornos no decorrer daquele exercício.

Acordo define auditoria para barragens da Vale

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a mineradora Vale firmaram, com a interveniência do Estado de Minas Gerais, na quarta-feira (17), um Termo de Compromisso para a prestação, pela empresa Worley Canada Services, do serviço de auditoria técnica independente, a ser custeada pela mineradora.

O objeto do acordo é a prestação de serviços de auditoria nas áreas geológica-geotécnica e segurança de barragens das seguintes estruturas: Barragem Norte Laranjeiras, Barragem B3, Barragem Dicão, Dique de Contenção da PDE3, Barragem Sul (Córrego do Canal), além daquelas componentes ou integradas. Os serviços também deverão alcançar aquelas, de propriedade da Vale, que, de alguma maneira, possam interagir ou produzir efeitos cumulativos ou sinérgicos com as estruturas situadas na Mina Brucutu, nas cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo e Barão de Cocais.

Com o acordo, serão fornecidas informações ao MPMG e órgãos competentes do Estado sobre a situação de estabilidade das estruturas elencadas e sobre a adequação das medidas adotadas pela Vale para garantir sua estabilidade e segurança, sobre a adequação do Plano de Segurança de Barragens (PSB), bem como sobre o Plano de Ações Emergenciais (PAEBM).

A Vale considerará em sua atuação as recomendações vindas da auditoria técnica independente realizada pela Worley, a fim de impedir ou mitigar riscos e minimizar impactos. Apresentará ainda ao MPMG e órgãos do Estado competentes planos de ações e cronogramas para execução de todas as medidas necessárias para garantir a estabilidade e a segurança das estruturas objeto do acordo, bem como para contenção de danos em caso de eventual rompimento, elaborando cronogramas detalhados contendo todas as intervenções propostas.

A empresa de auditoria apresentará às partes no acordo os relatórios de progresso e estudos por ela elaborados a cada mês, com reuniões presenciais a cada três meses para apresentação das atividades realizadas. (Com informações do MPMG).

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