Economia

Empresas mineiras pedem R$ 1,3 bilhão em crédito ao BNDES para enfrentar turbulências globais

Pedidos de crédito das empresas mineiras na nova etapa do Brasil Soberano equivalem a 15,3% da demanda nacional; Estado ficou atrás apenas de São Paulo
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Empresas mineiras pedem R$ 1,3 bilhão em crédito ao BNDES para enfrentar turbulências globais
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

As empresas mineiras já solicitaram R$ 1,3 bilhão em créditos na nova etapa do Brasil Soberano, pacote de medidas do governo federal criado para apoiar organizações afetadas por instabilidades internacionais e choques comerciais. O montante representa 15,3% do total de financiamentos demandados em todo o País (R$ 8,5 bilhões). Os valores foram divulgados na última sexta-feira (12) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição que opera os empréstimos.

Em Minas Gerais, os recursos foram direcionados em diferentes linhas com destaque para Investimentos (R$ 900 milhões), Giro (R$ 310 milhões) e Giro Exportação (R$ 100 milhões). Minas foi o Estado com o segundo maior volume de recursos pedidos, atrás apenas de São Paulo.

Banco já aprovou mais de R$ 2 bi em créditos nos últimos 30 dias

Os pedidos de crédito da nova fase do Plano Brasil Soberano começaram a ser recebidos no dia 15 de maio. Desde então, o BNDES já aprovou R$ 2,4 bilhões em todo o País. Foram realizadas 176 operações, sendo 79 com empresas de grande porte e 97 com micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O maior volume de operações (95), conforme aponta a instituição financeira, envolveu setores industriais considerados relevantes. Em seguida, aparecem os exportadores para países em conflito (44 operações) e os exportadores que sofrem impacto com as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos (34). Em menor número, também foram realizadas operações envolvendo fornecedores que atendem as empresas exportadoras.

Já os segmentos com maior volume de recursos aprovados são produtos alimentícios (R$ 800 milhões), petróleo e combustível (R$ 300 milhões), produto de metal (R$ 296 milhões), máquinas e equipamentos (R$ 162 milhões) e comércio (R$ 161 milhões).

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, esse desempenho reforça o papel do banco como ferramenta fundamental da estratégia de desenvolvimento do País. “Orientado pelas diretrizes do governo do presidente Lula, o banco tem atuado para fortalecer a produção nacional, apoiar segmentos econômicos mais expostos às oscilações do cenário global e preservar empregos e investimentos”, destaca.

Mercadante ainda afirma que em um contexto marcado por desafios como os impactos do tarifaço e os conflitos no Oriente Médio, o BNDES vem contribuindo para dar segurança, competitividade e perspectivas de crescimento à economia brasileira.

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