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Endividamento já atinge 87,5% das famílias de BH

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A ascensão associada entre endividamento e inadimplência dos consumidores de Belo Horizonte provoca apreensão | Crédito: CHARLES SILVA DUARTE / Arquivo DC

Com o aumento da inflação e o achatamento da renda, os níveis de endividamento e inadimplência das famílias de Belo Horizonte seguem em elevação. O endividamento mais uma vez atingiu o maior patamar nos últimos dois anos e chegou a 87,5% da população da Capital em setembro. A inadimplência, por sua vez, alcançou 38% das famílias da cidade, maior resultado obtido em 2021.

Os dados integram a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento retrata o comprometimento da renda familiar e a capacidade de pagamento dos consumidores.

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Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, o endividamento por si só não traz preocupação, uma vez que retrata apenas o aumento do consumo. No entanto, chama a atenção quando associado à alta da inadimplência.

Tanto o endividamento quanto a inadimplência vêm crescendo desde os últimos meses de 2020. E na atual conjuntura começam a preocupar, não apenas pelo cenário de alta dos preços e achatamento da renda, mas principalmente, porque o segundo semestre é marcado por datas comemorativas de elevado consumo, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal”, explica.

Para se ter uma ideia, o endividamento de 87,5% da população em setembro significou uma alta de 2,7 pontos sobre o mês anterior. E sobre setembro de 2020 a diferença foi de 15,9 pontos. Já a inadimplência cresceu 1,7 ponto percentual em setembro em relação a agosto. Além disso, o valor supera o registrado no mesmo período de 2020, quando o índice alcançou 34,6%, em 3,6 pontos.

A mesma pesquisa revelou ainda que o número de consumidores que não terão condições de quitar suas dívidas somou 17,8%, mantendo-se praticamente estável em relação ao mês anterior. “Este número está estável, mas é considerado alto”, pondera a economista.

O principal compromisso financeiro assumido pelos consumidores de Belo Horizonte ainda é o cartão de crédito. Em setembro, 82% se comprometeram com essa modalidade. Isso, conforme Gabriela Martins, é um sinalizador de que, diante do cenário de inflação, as pessoas podem estar recorrendo ao método de pagamento para adquirir bens essenciais, como alimentos, bebidas, combustíveis, gás de cozinha e energia.

Além do cartão de crédito, 21,9% comprometeram a renda com carnês, 9,6% com cheque especial, 8,5% com financiamento de carro, 6,2% com crédito pessoal, 5,5% com crédito consignado e 5,2% com financiamento de casa.

Perfil da dívida

A maior parte das famílias com algum compromisso financeiro em atraso possui renda igual ou inferior a dez salários mínimos (40,3%). E dos endividados, 43,4% ainda não conseguiram honrar seus compromissos e estão com dívidas em atraso.

Entre as famílias com contas pendentes, 49,5% afirmam que o período devido é superior a 90 dias. Em média, as dívidas comprometem 31% do orçamento do mês.

Taxas de juros tiveram alta em agosto no Brasil

Brasília – As famílias e as empresas pagaram taxas de juros mais altas em agosto, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas ontem pelo Banco Central (BC). A taxa média de juros para pessoas físicas no crédito livre chegou a 40,9% ao ano, aumento de 1,1 ponto percentual em relação a julho e de 1,8 ponto percentual em 12 meses. Nas contratações com empresas, a taxa livre cresceu 0,7 ponto percentual no mês e 3,9 ponto percentual em 12 meses, alcançando 16,2% ao ano.

Para as pessoas físicas, o destaque foi para o cartão de crédito rotativo, que teve alta de 4,6 pontos percentuais no mês, alcançando 336,1% ao ano. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias. Após o prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso, no cartão parcelado, os juros ficaram estáveis no mês, em 163,7% ao ano.

Também influenciaram o crescimento de juros para as famílias as taxas do cheque especial, que teve alta de 0,9 ponto percentual (124,9% ao ano), de financiamento para aquisição de veículos, alta de 0,8 ponto percentual (22,7% ao ano), e o crédito pessoal não consignado, que registrou aumento de 0,7 ponto percentual (80,2% ao ano). Os juros do crédito pessoal consignado também subiram 0,1 ponto percentual no mês para 18,9% ao ano.

No crédito livre às empresas, houve incrementos na maioria das modalidades, especialmente em capital de giro, alta de 0,6 ponto percentual, para 16,2% ao ano; financiamento a exportações, aumento de 1,2 ponto percentual, chegando a 11,6% ao ano; e modalidades de crédito rotativo, que registraram alta de 10,8 pontos percentuais, alcançando 218,7% ao ano. O financiamento a importações também teve aumento de 7,8 ponto percentual, para 10% ao ano.

Direcionado – Essas taxas são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 7,1% ao ano em agosto, alta de 0,1 ponto percentual no mês. Para as empresas, a taxa subiu 0,8 ponto percentual para 10% ao ano no mês passado.

No total, nas contratações de crédito livre e direcionado, a taxa média de juros do Sistema Financeiro Nacional (SFN) registrou aumento de 0,7 ponto percentual no mês e de 2,5 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 21,1% ao ano.

A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento de aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic. A taxa Selic começou a subir em março deste ano e está em 6,25% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Endividamento recorde – A inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) manteve-se estável pelo quarto mês consecutivo, em 2,3%, e estão nos menores níveis da história. Essa estabilidade foi observada tanto nas operações de crédito para pessoas físicas (2,9%), como para jurídicas (1,5%).

O endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, chegou ao recorde de 59,9% em junho, na série histórica iniciada em janeiro de 2005, refletindo o aumento das concessões de empréstimos. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 37,1% no mês.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 30,9% naquele mês. Para esses últimos dados, há uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a renda das famílias.

Contratações No mês passado, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 4,335 trilhões, um aumento de 1,5% em relação a julho. O crescimento em 12 meses da carteira chegou a 15,9% em agosto. O saldo do crédito correspondeu a 52,3% do Produto Interno Bruto (PIB). (ABr)

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