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Após apresentar retração no final do ano, o preço dos combustíveis também começou 2019 em queda. E, apesar de a Petrobras já ter anunciado aumento de 2,5% no preço da gasolina praticado nas refinarias, valendo desde o dia 17, o recuo apresentado anteriormente no derivado de petróleo teve efeito sobre o etanol, segurando o preço do biocombustível mesmo no período da entressafra.

Segundo o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, desde 2009 o preço do etanol no mês de janeiro não atingia um valor tão competitivo frente à gasolina. E ele acredita que os consumidores mineiros poderão contar com tal comportamento do preço do etanol durante toda a entressafra, que vai até março. A partir daí começa o período de safra e a tendência é de que o valor caia.

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Para se ter uma ideia, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nos postos de combustíveis de Minas Gerais, na semana de 6 a 12 de janeiro deste ano, foi de R$ 4,582. Nesse mesmo período, o valor do etanol foi de R$ 2,976. Para verificar se vale à pena abastecer com o etanol, o consumidor deve dividir o valor do litro do etanol pelo da gasolina e, se o resultado for menor que 0,7, é vantajoso usar o biocombustível. Isso porque o etanol tem desempenho de 70% no comparativo com a gasolina.

No caso de janeiro de 2019, o resultado da divisão entre os preços médio do etanol e da gasolina é de 0,64. Já em janeiro de 2018, segundo a ANP, o preço médio da gasolina em Minas era de R$ 4,393, enquanto o do etanol estava em R$ 3,123. Nesse caso, o resultado da divisão é 0,71.

Segundo Mário Campos, essa situação surpreendeu, já que no período de entressafra é aguardado um aumento do preço do etanol. Ele explica que interfere nesse fator uma série de variáveis, como preço da gasolina e estoque. Também entra em questão a queda no consumo de combustíveis, característica própria de janeiro, que é um mês de férias. “Após dezembro, que é um mês muito bom para a venda de combustível, em janeiro tem queda. A venda só volta a aumentar a partir de fevereiro”, diz.

Segundo Mário Campos, para 2019 é aguardada uma safra de cana do mesmo tamanho da de 2018. A percepção inicial é de que a produção será direcionada principalmente para a produção de etanol, como o ocorrido no ano passado. “Teremos etanol com preço competitivo durante boa parte do ano”, afirma.

No caso da gasolina, após os preços registrarem queda em dezembro e início de janeiro, pode haver alta, já que a Petrobras determinou aumento de 2,5% nas refinarias. Ainda não foi possível definir se tal reajuste foi repassado pelos donos de postos de combustíveis aos consumidores. A estatal informa que os preços variam de acordo com o valor do barril do petróleo, cotação do dólar, entre outros componentes.

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Variações – De acordo com levantamento da ANP, o preço da gasolina aos consumidores registrou queda entre o início de dezembro até o início de janeiro. Na semana de 2 a 8 de dezembro, o preço médio praticado nos postos de combustíveis em Minas era de R$ 4,645. Desde então, sofreu queda, até chegar, na semana de 6 a 12 de janeiro, a R$ 4,582.

No caso do etanol, houve uma certa oscilação, tendendo à estabilidade. De 2 a 8 de dezembro, o preço era de R$ 2,976. De 30 de dezembro de 2018 a 5 de janeiro deste ano, o preço médio foi de R$ 2,982, sendo que de 6 a 12 de janeiro caiu para R$ 2,976.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado este mês pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis (Ipead), vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que, no acumulado do ano de 2018, a gasolina apresentou alta de 12,69% em Belo Horizonte, impactando fortemente o custo de vida. A inflação fechou o ano na Capital em 4,59%.

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