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Falta de medicamentos trava a reabertura de lojas em BH

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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A reabertura do comércio e a liberação de várias atividades seguem indefinidas em Belo Horizonte, apesar das expectativas geradas em torno de uma possível retomada por causa da reunião realizada ontem entre os membros do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura. Após o encontro, um comunicado do executivo municipal informou que as avaliações relacionadas às perspectivas de insumos e medicamentos deverão adiar a decisão para amanhã.

“Em que pese a melhora dos índices de monitoramento, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 avalia as perspectivas de suprimento de insumos e medicamentos destinados à rede hospitalar de Belo Horizonte para a tomada de decisões em relação à reabertura das atividades na cidade”, destaca o comunicado.

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A capital mineira segue em um momento de diminuição de alguns índices relacionados ao acompanhamento da Covid-19 na cidade e posicionamentos opostos de entidades.

Por um lado, sindicatos ligados a lojistas e empreendimentos de alimentação manifestam a importância de uma retomada econômica, enquanto entidades como o Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte (CMSBH), por exemplo, destacam que este ainda não é o momento propício para a reabertura da cidade.

Os serviços não essenciais estão sem operar presencialmente na Capital desde a primeira semana de março. De acordo com boletim epidemiológico divulgado ontem, a ocupação de leitos de UTI para a doença está no vermelho (84,8%), a ocupação de leitos de enfermaria atingiu 68,1% (amarelo) e a transmissão da doença está em 0,87 (verde).

O presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas BH), Nadim Donato salienta que o fechamento das atividades tem causado todo um problema social. Ele destaca que uma pesquisa realizada pela entidade revela que, pela primeira vez, 42% dos entrevistados do setor na capital mineira não pagaram os seus funcionários. Uma situação preocupante, segundo o dirigente.

O endividamento dos lojistas é altíssimo. Isso é um problema social”, diz ele, que espera a reabertura do comércio belo-horizontino para a segunda-feira (19). Donato garante que o comércio irá continuar tomando todas as medidas de segurança necessárias para evitar a disseminação da doença.

A falta de pagamento dos funcionários também já é uma realidade no segmento alimentício, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG). Segundo os números da entidade, 90% do setor não conseguiu pagar os salários dos colaboradores no último mês.

A entidade apresentou uma proposta de reabertura do segmento para a prefeitura de Belo Horizonte, que prevê uma retomada gradual, inclusive com restrições de horários, conforme os índices da Covid-19 na cidade.

A CMSBH, por sua vez, divulgou um material onde destaca a necessidade de lockdown na Capial. “Cem (100) pessoas aguardam nesta manhã de quarta-feira, 14, na fila do CTI para Covid-19 em Belo Horizonte, segundo apuração do CMSBH. Dessas, pelo menos 42 estão nas UPAs da Capital. Apesar da queda no Índice de Transmissão, na ocupação dos leitos de enfermaria e CTI, esses números não revelam na prática o que está acontecendo nas unidades de saúde que estão atendendo pessoas com Covid e outras doenças que chegam a todo momento”, diz o material.

Ainda segundo a entidade, a taxa de ocupação dos leitos de UTI acima de 84% sinaliza que “os hospitais trabalham com capacidade plena, considerando que os leitos vagos precisam ser higienizados e preparados para receber o próximo paciente. As equipes de saúde trabalham no limite de suas forças físicas e emocionais”.

Reabertura do comércio depende da suspensão da onda roxa

Além da situação da capital mineira, a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) segue na onda roxa, faixa do programa estadual Minas Consciente, do governo do Estado, que conta com ações mais restritivas de distanciamento social. Também há expectativas de uma mudança de onda, indo para a vermelha, que prevê algumas flexibilizações.

Nesta manhã será realizada uma coletiva de imprensa com o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, e há expectativa de que alguma mudança seja anunciada para a região.

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