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Faturamento da indústria de máquinas sobe 3,7% em Minas

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Indústria de máquinas e equipamentos mineira apurou crescimento de 3% nas exportações nos primeiros seis meses - Crédito: Adenilson Nunes/Secom

Assim como outros setores produtivos do País, a indústria de máquinas e equipamentos também se frustrou com os resultados do primeiro semestre de 2019. No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, o faturamento do setor no Estado avançou 3,7% sobre a mesma época de 2018, mas não deverá atingir os 5% de crescimento inicialmente estimados ao final deste exercício.

As informações são do membro do Conselho Administrativo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq-MG) Marcelo Veneroso. Segundo ele, embora o empresariado tenha virado o ano com otimismo, em virtude, principalmente, das mudanças no cenário político nacional, as perspectivas apontadas não se confirmaram.

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“Ainda vemos o setor andando de lado. No início do ano, esperávamos crescer acima de 5%. Agora, diante dos números do primeiro semestre, será difícil extrapolarmos esta margem de crescimento”, revelou.

De qualquer maneira, Veneroso ponderou que os números são positivos e disse que é possível que haja um maior fôlego na economia no segundo semestre. O otimismo, conforme ele, deve-se ao avanço das chamadas reformas estruturantes do País.

“Desde que a reforma da Previdência avançou em primeiro turno na Câmara dos Deputados, já vimos um novo ritmo entre os empresários e investidores. Mas a indústria de máquinas vende e precisa de uma média de seis meses para performar. Por isso, ainda não vimos uma retomada, mas é possível que, em novembro ou dezembro, já tenhamos melhores resultados”, comentou.

Ainda considerando a primeira metade de 2019, o setor registrou aumento de 3% nas exportações sobre os primeiros seis meses do ano passado. Já os empregos saltaram 11% na mesma base de comparação e a utilização da capacidade instalada 6,2%.

“Além de os números não representarem o que esperávamos no início de 2019, também estão longe de promover grandes recuperações das perdas que a atividade registrou nos últimos anos”, completou Veneroso.

No exercício passado, após cinco anos consecutivos de queda no faturamento, a indústria de máquinas de Minas voltou a crescer. Porém, os 6% de avanço nas receitas não foram suficientes para reverter a queda acumulada de 60% no Estado.

Junho – Quando considerado apenas o mês de junho deste ano, o setor de bens de capital de Minas Gerais amargou queda de 3,7% no faturamento na comparação com o mês anterior e de 13,6% em relação a igual período de 2018.

As exportações do setor no mês passado também caíram tanto em relação a maio quanto a junho de 2018, chegando a -9,4% e -19% respectivamente.

Já o nível de utilização da capacidade instalada se manteve praticamente na mesma média em relação aos últimos períodos analisados. E o número de pessoas empregadas caiu 0,5% frente a maio, e no comparativo com o mesmo mês de 2018 cresceu 3,1%.

País tem queda de 12,1% nas vendas em junho

São Paulo – Em junho, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos teve queda nas vendas de 6,1% na comparação com o mês anterior e recuo de 12,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou ontem a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a Abimaq, o resultado de junho influenciou na taxa de crescimento acumulada do ano, que passou de 7,5% (entre janeiro e maio) a 3,6% de crescimento (entre janeiro e junho). O desempenho deste ano, diz a associação, é baseado principalmente no mercado doméstico, que cresceu 10,2% no semestre.

As vendas para o mercado externo registraram retração pelo terceiro mês consecutivo, com desempenho negativo de 8% na comparação com maio. Na comparação a junho do ano passado, a queda foi de 22,5%, acumulando US$ 681 milhões. Grande parte disso se deve à crise na Argentina, que era o segundo maior cliente do Brasil, atrás dos Estados Unidos, e que reduziu as compras de máquinas e equipamentos em cerca de 50%.

O setor também registrou queda de 2,9% na importação na comparação com maio. No entanto, na comparação anual, a importação cresceu 20,5%.

Com relação aos empregos, o mês de junho apresentou queda de 0,4% em relação a maio e aumento de 4,2% na comparação com junho de 2018. Neste ano, até o mês de maio, o setor vinha registrando aumento no número de contratações, mas em junho houve uma pequena redução, resultado, segundo a associação, de um desaquecimento das atividades do setor. O setor fabricante de máquinas e equipamentos conta atualmente com 307.526 pessoas ocupadas.

Estimular a economia – Em entrevista coletiva concedida ontem para apresentar o balanço, o diretor da Abimaq, Mario Bernardini, disse que o governo precisa estimular a economia brasileira e retomar o crescimento, recuperando os investimentos.

“O crescimento econômico e retomada do crescimento é prioridade número um desse País, mais do que as reformas. As reformas são meio importante para fazerem efeito a médio e longo prazo. O que tem que fazer a curto prazo é recuperar os investimentos”, disse.

Para Bernardini, a recuperação dos investimentos passaria por fornecer maior segurança jurídica, por exemplo.

“Tudo isso demanda um tempo, portanto não prevejo retomada dos investimentos privados e em infraestrutura antes de dois anos. Mas o Brasil não pode se dar ao luxo de ficar mais dois anos nessa situação de desemprego elevado. Minha posição pessoal é que o governo deixe de lado a ideologia (de ser liberal) e que tome medidas para retomar os investimentos públicos”, afirmou.

“A equipe econômica, liberal, acredita que estado não deve investir na economia. Mas, neste momento, acho que eles deveriam abrir uma exceção, porque o Brasil precisa de retomada do crescimento no curto prazo”. (ABr)

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