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Fernández assume presidência com missão de tirar país da recessão

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Crédito: REUTERS/Agustin Marcarian

Buenos Aires – O líder de centro-esquerda Alberto Fernández tomou posse ontem como novo presidente da Argentina, com a missão de acertar o rumo de uma economia em crise, o que o obrigará a encontrar um equilíbrio delicado para lidar com as exigências tanto da população como dos investidores.

O governo brasileiro foi representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, enviado de última hora pelo presidente Jair Bolsonaro, que é um desafeto de Fernández.

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Uma multidão com bandeiras de apoio ao presidente encheu a praça em frente ao Congresso e também a Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial. “Eu estava trabalhando em uma empresa de cartão de crédito que fechou mais de 15 agências e todos perdemos nossos empregos. Nós, como povo, temos muita esperança em Alberto”, disse Verónica Quintana, uma vendedora de rua de 34 anos, na Praça de Maio.

Com uma inflação acima dos 50% anuais, uma economia em recessão e uma pobreza próxima dos 40%, a renegociação de uma dívida pública de cerca de US$ 100 bilhões -que parece impagável no curto prazo – será essencial para o futuro de seu governo.

“O desafio de Fernández passa por criar as condições de confiança com uma manobra rápida para que a economia se ponha em marcha novamente, e isso vai depender do que fará com a dívida”, disse à Reuters o analista político Julio Burdman.

Como as conversas com o Fundo Monetário Internacional (ao qual a Argentina deve ao redor de US$ 44 bilhões) são vitais, Fernández escolheu para o Ministério das Finanças um acadêmico especializado em dívida, Martín Guzmán, um jovem discípulo do ganhador do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz.

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Muitos investidores têm se mostrado inquietos com a probabilidade de que Fernández penda para uma regulação maior da economia, como fez sua vice-presidente, Cristina Kirchner, quando governou o país entre 2007 e 2015.

Por outro lado, qualquer ajuste na economia poderia lhe dificultar manter a coesão da aliança heterogênea de centro-esquerda que o levou ao poder, e por isso se espera uma mudança no que diz respeito às políticas de austeridade impulsionadas por seu antecessor neoliberal, Mauricio Macri. (Reuters)

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