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Economia
Federação, presidida por Flávio Roscoe, levantou 28 projetos prioritários, que demandariam cerca de R$ 44 bilhões - Crédito: Sebastião Jacinto Júnior

Atravessando um momento econômico crítico e considerado de exceção – devido à retração da mineração em consequência da tragédia da Vale em Brumadinho – Minas quer prioridade junto ao governo federal para liberação de verbas e destrave de burocracia para execução de projetos, inclusive de concessões.

Para estruturar a mobilização em torno desse objetivo, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) realizou ontem, na sede da entidade, encontro com representantes da bancada federal mineira e empresários.

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No total, a federação elencou 28 projetos que demandam cerca de R$ 44 bilhões de verbas federais e privadas. Com a execução de tais obras, o impacto dos prejuízos causados pela retração da mineração pode ser reduzido.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, informou que a pressão para que os projetos de Minas “passem à frente” de outros será feita pela bancada mineira no Congresso. Segundo ele, a iniciativa tem o apoio de pelo menos 80% dos deputados federais mineiros e da totalidade dos senadores do Estado. A reunião teve a presença do governador Romeu Zema (Novo), que saiu sem falar com a imprensa, dos senadores Antonio Anastasia (PSDB) e Carlos Viana (PSD) e de 15 deputados federais.

Segundo Roscoe, devido à urgência da situação, foram priorizadas intervenções já em andamento e prontas para receber investimentos. São 28 projetos nas áreas de infraestrutura, habitação, energia, saúde e saneamento. Entre as obras estão a concessão para duplicação e liberação de mais verbas para a BR-381; a construção de pontes no Anel Rodoviário; a aceleração de ligações por parte da Cemig que viabilizem projetos de energia solar.

O objetivo é conseguir R$ 44 bilhões – sendo R$ 20 bilhões de investimentos públicos federais e R$ 24 bilhões de investimentos privados – entre 2019 e 2025. Para 2019, espera-se conseguir R$ 10 bilhões, com R$ 11 bilhões para 2020. O restante viria nos anos seguintes.

Com o investimento de R$ 44 bilhões, a expectativa da Fiemg é gerar um faturamento de R$ 59,5 bilhões, além de R$ 5,75 bilhões em impostos. Também seriam criados 452,8 mil empregos, com massa salarial de R$ 27,7 bilhões.

A maior parte dos investimentos seria centrada em infraestrutura, com R$ 31,3 bilhões, seguido de energia (R$ 9,41 bilhões); habitação (R$ 2,36 bilhões); saneamento básico (R$1,4 bilhão) e saúde (R$ 100 milhões).

“A Fiemg, em conjunto com a bancada mineira do Congresso, fez um estudo e elencou os principais projetos que estão em condições de serem encaminhados. A maior parte deles é de investimentos privados, que só precisa de aceleração nas concessões ou mesmo nas licenças para que melhorem a qualidade de vida dos mineiros e venham a contrapor os impactos negativos da parada da mineração. É uma atitude anticíclica”, disse Roscoe.

De acordo com levantamento da Fiemg, a tragédia da Vale em Brumadinho e a redução da mineração no Estado podem levar a uma perda de 7% no PIB de Minas neste ano. A tragédia causou ao menos 235 mortes e deixou 35 desaparecidos.

Presente em reunião na Fiemg, o líder da bancada mineira no Congresso, deputado federal Diego Andrade (PSD), informou que, tendo como base o levantamento da federação, os deputados devem, já na próxima semana, elaborar um documento conclusivo com as demandas de Minas. Tal documento será apresentado aos ministros e pode ser levado, inclusive, ao presidente Jair Bolsonaro.

Previdência – O senador Antonio Anastasia ressaltou que haverá uma pressão política intensa, já que Minas disputará espaço com outros projetos. Ele reforçou que, em razão do problema da mineração, o Estado precisa de um tratamento especial por parte da União. Ele lembrou que o Rio de Janeiro, devido aos problemas de segurança, recebeu investimentos recentemente.

“E durante muitos anos Minas Gerais lastreou o saldo positivo da balança comercial brasileira em razão do minério de ferro”, disse.

Anastasia também ponderou que o apoio da bancada mineira à reforma da Previdência não será colocado como “barganha” para que as demandas de Minas sejam atendidas, mas reconheceu que, nesse momento, o Executivo “precisa das bancadas”.

“Nesse momento que o governo federal precisa muito das bancadas, a bancada (mineira) vai apresentar a proposta de interesse público do Estado de Minas Gerais”, afirmou. “Essa discussão em respeito da Previdência será colocada não como uma barganha, porque evidentemente isso não se faz. Mas vamos demonstrar que, para que essa retomada econômica ocorra, Minas Gerais precisa de um olhar diferenciado”, completou.

Principais projetos elencados pela Fiemg

INFRAESTRUTURA

• Licitar as concessões da BR-364/365 (Uberlândia-Jataí); BR-040 (Brasília-Juiz de Fora); BR-040 (Juiz de Fora-Rio); BR-116 (Além Paraíba/Governador Valadares) e BR-381/BR-262 (BH – Governador Valadares, BH – Vitória);
• Rodoanel Norte e Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte;
• Maior aporte dos recursos nas obras da BR-381 e em outras intervenções do Dnit no Estado;
• Antecipação da renovação das concessões ferroviárias FCA, MRS e EFVM;
• Incluir o Aeroporto de Ipatinga nos lotes de concessões do PPI;
• Estadualizar e licitar a expansão do Metrô da RMBH.

SAÚDE

• Retomada das obras do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.

ENERGIA

• Ampliação da produção de energia pelo setor sucroenergético mineiro a partir de biomassa;
• Implantação de fazendas solares fotovoltaicas;
• Implantação de usinas eólicas.

HABITAÇÃO

• Liberação de recursos para obras da Cohab-MG;
• Pagamento das parcelas e subsídios do Minha casa, minha vida.

SANEAMENTO

• Empréstimos do governo federal para o Programa Avançar Cidades;
• Funasa: construção e ampliação de sistemas de abastecimento.

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