Crédito: Zmaro Sobrinho/Divulgação

A compra de um imóvel deve ser muito bem planejada para evitar prejuízos e, por isso, analisar e definir a forma de pagamento que mais se adéqua ao orçamento é fundamental. A pesquisa, feita pelo Grupo Zap, identificou que a forma de pagamento mais adotada pelos mineiros na hora de adquirir um imóvel é dar um sinal de entrada e parcelar o restante através do crédito bancário.

De acordo com o levantamento do Grupo Zap, a combinação de um valor de entrada junto com o financiamento bancário é utilizada por 32% das intenções de compra de imóveis em Minas Gerais. Em seguida, no ranking estadual, está a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) associado ao financiamento bancário, com 24% de participação. Na sequência da lista estão o pagamento à vista, adotado por 16% dos compradores, e permuta (8%).

“O pagamento de um valor de entrada e o uso do FGTS juntos com o crédito bancário são as formas mais utilizadas pelos mineiros ao adquirir o primeiro imóvel. Isso se deve ao alto valor do imóvel. É mais fácil economizar uma parcela e quitar a entrada do que pagar todo o valor de uma só vez. Normalmente, ocorre um endividamento que dura em torno de 20 anos a 30 anos”, explicou a especialista de inteligência de mercado do Grupo Zap, Joana Felix.

Para os mineiros que buscam comprar um segundo imóvel, o pagamento com entrada e o restante financiado também é a primeira opção, mas, o pagamento à vista assume o segundo lugar com 22% e a permuta quase dobra de representatividade, chegando a 14%. As casas são as mais desejadas para compra (50%), seguidas pelos apartamentos (34%). O valor mediano do imóvel buscado é de R$ 200 mil.

Segundo Joana, na compra do segundo ou mais imóveis os compradores podem utilizar o primeiro imóvel como forma de pagamento ou em permuta, por isso, estas modalidades apresentam maior demanda.

Locação – A pesquisa também levantou as principais formas de negociações na locação dos imóveis. De acordo com o Grupo Zap, negociar com proprietário lidera nas locações.

A pesquisa também analisou o cenário de Minas Gerais para locação de imóveis. Os apartamentos são os mais buscados pelos entrevistados (55%), seguidos por casas (41%). O valor mediano do aluguel desejado pelos mineiros foi de R$ 859.

Quando detalhadas as formas de garantia preferidas para a locação, a negociação direta com o proprietário lidera com 33%. A utilização de um fiador está na sequência com 28%, seguido por depósito/caução (26%) e seguro fiança (8%).

Segundo Joana, a negociação direta com o proprietário, apesar de oferecer maior risco para ambas as partes, é mais buscada por reduzir a burocracia do processo. A situação econômica nacional, de aumento de desemprego, redução da renda familiar também são fatores que torna a negociação direta mais vantajosa.

“A negociação direto com proprietário lado bom para cliente, que reduz a burocracia do processo, e para o proprietário, que garante o aluguel e a quitação das despesas com o imóvel. Porém, a operação oferece mais risco”, disse Joana.