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Gerdau alcança melhor Ebitda dos últimos 11 anos

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Vendas de aços longos da siderúrgica no mercado doméstico recuaram 0,9% no trimestre - Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

A siderúrgica Gerdau registrou lucro de R$ 453 milhões no primeiro trimestre de 2019. O valor ficou 1% maior do que os R$ 448 milhões registrados em igual intervalo do ano passado. Já a receita líquida caiu 3,5% de janeiro a março deste ano, totalizando R$ 10 bilhões ante a receita de R$ 10,38 bilhões verificada em igual período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2019, a Gerdau registrou o melhor Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – dos últimos 11 anos para o período, atingindo R$ 1,55 bilhão, aumento de 4,6% frente a igual período do ano passado. A margem Ebitda foi de 15,5%.

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De acordo com os dados divulgados pela Gerdau, no período, as vendas de aço, em volume, recuaram 22,9% e somaram 2,9 milhões de toneladas, enquanto a produção de aço recuou 19,7%, alcançando 3,34 milhões de toneladas.

O diretor-presidente (CEO) da Gerdau, Gustavo Werneck, atribuiu o bom desempenho verificado no primeiro trimestre aos resultados favoráveis verificados na operação da multinacional nos Estados Unidos.

A decisão do governo norte-americano em elevar em 25% as taxas de aço e em 10% as taxas para alumínio comprados de outros países, feito através da Seção 232, favoreceu os negócios da empresa. No período, devido ao clima desfavorável nos Estados Unidos e Canadá, houve queda no consumo de aço.

“Fechamos o primeiro trimestre com uma expressiva evolução nos resultados da América do Norte, um de nossos principais mercados de atuação, com a margem Ebitda atingindo 13,2%, contra margem de 5,6% no exercício anterior. O desempenho positivo foi impulsionado pela vigência integral no período dos efeitos de estímulo à produção local decorrentes da Seção 232 e pelo nível recorde de spread metálico. O aumento do Ebitda consolidado em 5% com relação ao primeiro trimestre de 2018, apesar da redução de 23% nas vendas físicas e de 20% nos volumes de produção, demonstram o êxito do plano de desinvestimentos realizado nos últimos anos. Vale também ressaltar nossos importantes avanços nos esforços de gestão, que incluem a redução do SG&A (Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas) e aceleração do programa de transformação cultural e digital”, explicou.

Mercado doméstico – Em relação ao Brasil, Werneck destaca que as vendas de produtos acabados – aços planos e longos – ficaram acima da média do mercado em geral, apesar do fraco desempenho da economia no período. No período, no País, as vendas de aços longos recuaram 0,9% no mercado interno e as de aços planos caíram 14,6%.

A queda de 14,6% verificada na venda de aços planos no mercado interno, segundo Werneck, não deve ser interpretada como redução de demanda na mesma proporção, uma vez que a empresa está reduzindo o volume de produtos semiacabados no mercado.

Ainda segundo Werneck, no primeiro trimestre de 2019, a Gerdau foi mais seletiva no volume de produtos exportados, devido à queda dos preços no mercado internacional e à forte pressão dos custos de matéria-prima.

“No Brasil, apesar da lenta reação dos mercados de construção civil e indústria, além de uma forte pressão dos custos com matérias-primas, especialmente minério de ferro e carvão, tivemos um desempenho nas vendas de acabados – planos e longos – acima da média do mercado, influenciado pelo varejo. Revisamos nossa projeção de recuperação da economia do País, acreditando que deva ocorrer a partir do segundo semestre, após a aprovação da necessária reforma da Previdência. Em razão desse cenário, continuaremos a ser seletivos com as aprovações dos nossos investimentos”, explicou Gustavo Werneck.

Aportes da companhia atingem R$ 305 mi

Ao longo dos primeiros três primeiros meses de 2019, a Gerdau investiu R$ 305 milhões em ativo imobilizado (Capex). Do total, R$ 191 milhões foram destinados à manutenção geral, R$ 77 milhões para expansão e atualização tecnológica e R$ 37 milhões para manutenção da usina de Ouro Branco, em Minas Gerais.

Do valor total desembolsado no trimestre, 41% foram destinados para as operações no Brasil, 31% para a América do Norte, 24% para Aços Especiais e 4% para a América do Sul.

Para o ano de 2019, a previsão dos investimentos é de R$ 2,2 bilhões. O valor faz parte do programa Capex de R$ 7,1 bilhões para o período de três anos (2019-2021), sendo R$ 2,4 bilhões de investimentos em expansão e atualização tecnológica, dos quais a maior a parte se refere a aumento de capacidade.

Todos os investimentos nesta categoria atendem ao critério de taxa mínima de retorno de 15% ao ano e serão realizadas à medida que se confirmarem as expectativas de evolução do mercado e de geração de fluxo de caixa livre para o período.

Durante a conferência, Werneck destacou o investimento de R$ 532 milhões na unidade de aços especiais, em Pindamonhangaba, em São Paulo. O aporte já está em andamento, com o início das obras civis e a contratação de equipamentos.

Outro aporte, de R$ 400 milhões, serão destinados à parada do alto-forno 1 de Ouro Branco. A empresa já iniciou a formação de estoque em antecipação à parada e demandará um estoque de 350 mil toneladas de placas e tarugos para atender a demanda dos clientes. Os estoques estão sendo formados com produtos antes destinados às exportações e a aquisição em terceiros, que devem responder por cerca de 15%. A reforma do alto-forno vai aumentar a capacidade de produção em 230 mil toneladas a partir de 2021.

A Gerdau também entrou com pedido de licenciamento ambiental para exploração da mina Várzea do Lopes, em Itabirito. O objetivo é atender à demanda da usina de Ouro Branco. O valor de investimento será anunciado após a obtenção da licença. A expectativa é extrair 1,5 milhão de toneladas de minério por ano, em um período médio de cinco anos.

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