Governador reforça papel do cooperativismo e do associativismo na gestão pública
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), destacou a importância do associativismo e do cooperativismo como pilares para a eficiência das políticas públicas no Estado, especialmente diante da realidade de Minas, que possui o maior número de municípios do País. A declaração foi feita em coletiva de imprensa no 41º Congresso da Associação Mineira de Municípios (AMM), que acontece nos dias 5 e 6 de maio, no Expominas, em Belo Horizonte.
Durante o evento que reuniu prefeitos e lideranças municipais, o chefe do Executivo mineiro ressaltou que a execução das políticas depende diretamente da articulação com os municípios. “Eu reconheço os prefeitos como nossos maiores parceiros na execução de políticas públicas. Afinal de contas, é na cidade que as pessoas vivem, é lá que a política pública é entregue”, afirmou.
Como exemplo, Simões citou ações recentes de vacinação no interior do Estado. Segundo ele, mesmo com investimentos do governo estadual, como o fornecimento de vacinas e equipamentos, a efetividade só ocorre com o apoio local. “Não adianta a escola ser estadual, o vacimóvel ter sido dado pelo governo, se não forem os municípios e os consórcios para então vacinar as crianças”, disse.
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Decisões coletivas entre municípios
O governador também enfatizou o papel do associativismo na tomada de decisões coletivas entre os municípios. Para ele, a atuação conjunta fortalece as prefeituras e permite priorizar demandas que atendam ao interesse regional. “As decisões tomadas em grupo são as melhores. Às vezes não se faz aquilo que um município apresentou como prioridade individual, mas aquilo que coletivamente é mais importante”, destacou.
O governador citou áreas como saneamento básico, gestão de resíduos, pavimentação e serviços de saúde como exemplos de políticas que têm avançado por meio de consórcios e associações municipais. Nesse contexto, ele elogiou a atuação da Associação Mineira de Municípios, classificando-a como “parceira insubstituível” na articulação entre Estado e prefeituras.
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Além do associativismo, o governador também reforçou a importância do papel do cooperativismo em Minas Gerais e seu impacto na economia estadual. Segundo ele, o modelo já tem papel relevante em setores como o agronegócio e o sistema financeiro, especialmente com cooperativas de crédito.
“O sistema cooperativista já é muito importante para a economia do Estado, seja na parte agrícola, seja na parte bancária. Mas essa importância vai crescer”, afirmou.
Simões explicou que mudanças recentes, como as previstas na reforma tributária, tendem a ampliar ainda mais o protagonismo das cooperativas, principalmente no fornecimento de bens e serviços. “Cooperativas de compra e venda, que não são muito utilizadas hoje na esfera pública, vão passar a ser um veículo essencial para aquisição de produtos e serviços”, finalizou.
Cooperativsimo como agenda estratégica
Da Tailândia, o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, que visita o país para cursos de atualização e não pode estar presente no Congresso, comentou que o cooperativismo vem conquistando, cada vez mais, o reconhecimento de sua força pelo poder público.
“O texto final da reforma tributária é um exemplo do reconhecimento público do impacto do cooperativismo para a economia. O reconhecimento das especificidades do nosso modelo de negócios trouxe segurança jurídica, preservando a competitividade dos nossos produtos e serviços. Com isso, poderemos continuar a gerar desenvolvimento e prosperidade para milhares de pessoas”, disse Scucato exclusivamente ao Diário do Comércio.
Ainda de acordo com Scucato, em Minas Gerais, o cooperativismo responde por quase 15% do PIB, gera 61 mil empregos diretos e impacta a vida de mais da metade da população mineira. “Por esse e outros resultados, o cooperativismo deve ser tratado como uma agenda estratégica para o Brasil, capaz de impulsionar o desenvolvimento regional, fortalecer os municípios e oferecer melhores serviços à população”.
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