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Greve na Regap deve ser encerrada hoje pelos petroleiros

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A Petrobras afirmou que a paralisação iniciada ontem na Regap não impactou a produção | Crédito: Divulgação

JULIANA SIQUEIRA

Iniciada ontem, a greve dos petroleiros da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), não deve continuar hoje. A paralisação teve início após um surto de contaminação de Covid-19.

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O coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), Anselmo Braga, afirma que mais de 200 colaboradores contraíram a doença, sendo que 13 pessoas estão internadas e três intubadas. Porém, em reunião ontem com a Petrobras, segundo ele, foram feitos compromissos de redução de trabalhadores na Regap.

“A adesão foi tão boa que a empresa chamou a gente hoje para uma reunião. Ela fez alguns compromissos de redução de trabalhadores lá dentro, redução de trabalho. Nosso pedido para sair da greve era que ela interrompesse todos os trabalhos que não fossem essenciais, porque havia uns trabalhos acontecendo que não são essenciais e que podiam ser interrompidos, parados, postergados”, explicou Braga.

O coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais disse que o surto de Covid-19 pode ter sido o resultado da parada para manutenção. “A parte operacional, que é a parte industrial da refinaria, opera no dia a dia com cerca de 70 pessoas Nesse momento em que a unidade é parada para manutenção, aumenta o número de 70 para 2.070: coloca 2.000 pessoas para dentro da refinaria”, argumentou.

Mesmo com todos os cuidados, ressaltou ele, algumas situações não têm como controlar, como o fato de as pessoas terem que tirar a máscara para se alimentarem. “A empresa, de fato, tentou fazer com que a parada fosse adaptada para essa situação que a gente está hoje, mas não teve jeito. As pessoas precisam tirar a máscara para comer, as pessoas estão andando dentro dos ônibus juntas. Então, teve uma explosão”, afirmou.

Agora, disse Braga, a categoria deve conversar com a Petrobras para “discutir os termos do ajustamento de conduta que ela se propôs a fazer”.

Cuidados – Em nota, a Petrobras afirmou que “em relação ao movimento grevista na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, Minas Gerais, a Petrobras informa que não há impacto na produção. O movimento de greve causa enorme estranheza à companhia visto que o Acordo Coletivo de Trabalho 2020-2022 foi pactuado há cerca de seis meses, sendo um dos melhores acordos entre todas as categorias do País”.

A companhia também destacou que adotou várias medidas relacionadas à prevenção e combate à Covid-19.

“Infelizmente, observa-se o aumento dos casos em todo o Brasil e esse aumento de incidência da Covid-19 no País tem reflexo também entre os colaboradores da Petrobras. Por isso, a companhia tem adotado medidas robustas de prevenção desde o início da pandemia”, disse a empresa.

A nota acrescentou que “as medidas da Petrobras estão entre as mais rigorosas adotadas no segmento de petróleo. Em todas as unidades da companhia, foi adotado o teletrabalho para as atividades que podem ser realizadas de forma remota. E medidas de prevenção foram implantadas para evitar a contaminação dentro das unidades da empresa. A companhia, por exemplo, testa todos os colaboradores com suspeita, sendo uma das primeiras empresas brasileiras a realizar esse procedimento em larga escala com taxas de testagem por população maior que a de muitos países”.

Ainda segundo a Petrobras, na Regap, desde o mês de maio do ano passado, testes rápidos são aplicados em todos os colaboradores, “como triagem para evitar a contaminação dentro das instalações da unidade”.

“Além disso, foram implantadas as seguintes ações preventivas para os profissionais que atuam presencialmente: todos os colaboradores passam por avaliação de saúde, com medição de temperatura, diariamente, na entrada da refinaria; foi adotado o turno de 12 horas, diminuindo o rodízio de pessoas na refinaria; foram reforçadas as medidas de higiene e distanciamento, além do uso obrigatório de máscaras; a refinaria contratou agentes que fiscalizam diariamente o cumprimento dessas medidas durante a parada; as equipes de saúde foram reforçadas. Todos os colaboradores são orientados a reportar qualquer sintoma e, a partir da identificação de sintomas, recebem atendimento médico, são testados e encaminhados para quarentena. Os contactantes também são identificados e passam pelo mesmo procedimento”, informou a companhia.

Plataformas registram novos casos

Rio de Janeiro A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registrou 60 novos casos de Covid-19 em plataformas de petróleo e gás, segundo relatório publicado ontem, com a média móvel de ocorrências avançando desde o início do mês.

No relatório anterior, publicado no site da reguladora na última sexta-feira, 69 infectados pela pandemia do novo coronavírus tinham sido reportados. Pela média móvel dos últimos 15 dias, o número de casos subiu para 45 contra 39 na publicação anterior.

Desde o início da pandemia, foram registrados 3.483 casos confirmados de Covid-19, que acessaram instalações marítimas de óleo e gás. Ao todo, foram computadas seis mortes pela doença. Os dados da ANP não especificam casos por empresas.

Na semana passada, a Petrobras reduziu a produção de óleo e gás das plataformas P-40 e P-56, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, após um surto de Covid-19 ter afetado as operações da P-38, que recebe produto de ambas as unidades, explicou a companhia.

A P-40 e a P-56 produziram juntas mais de 85 mil barris de petróleo por dia, em janeiro, segundo dados disponibilizados pela agência em seu site. A reguladora e a Petrobras não detalharam quais os volumes que deixaram de ser produzidos.

De acordo com a ANP, a tripulação da P-38 foi testada para Covid-19, e os resultados confirmaram infecção em 27 pessoas.

Também na semana passada, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, que representa os trabalhadores na Bacia de Campos, pediu ao Ministério Público do Trabalho que a Petrobras fosse chamada a prestar esclarecimentos sobre o avanço da Covid-19 em plataformas de óleo e gás, segundo documento visto pela Reuters. (Reuters)

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