Grupo chinês poderá investir até US$ 200 milhões em Itabira

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Grupo chinês poderá investir até US$ 200 milhões em Itabira
Plano compreende expansão da Unifei, aeroporto, entre outros - Crédito: Divulgação

A Prefeitura de Itabira, na região Central do Estado, assinou Memorando de Entendimento (MoU) com a Chalieco (China Aluminum International Engineering Co. Ltd.), empresa de metais subsidiária da Chinalco (Alumínio Corporation of China Ltd.), grupo corporativo que tem o governo chinês como acionista majoritário para investimentos que podem chegar a US$ 200 milhões na cidade. Como garantia, o município ofereceu royalties da mineração – Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem).

Os recursos serão destinados à expansão do campus local da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), à construção do Parque Científico e Tecnológico e um aeroporto de cargas.

De acordo com o prefeito, Ronaldo Magalhães, uma vez concretizado, o convênio se tornará um marco histórico para o Brasil, uma vez que a cidade será pioneira na parceria governamental com o país asiático. É que o documento assinado direciona um acordo de cooperação entre as partes vislumbrando projetos futuros, permitindo a cidade a acessar um empréstimo internacional.

“O ineditismo se deve ao fato de eles ficarem responsáveis não apenas pelo financiamento dos empreendimentos, mas também pelos projetos de engenharia, aquisição de materiais e realização das obras. Este tipo de acordo já existe em outros países, mas no Brasil são necessários diferentes processos de licitações para cada etapa do projeto”, explicou.

Por isso, conforme o prefeito, os esforços para superar tais burocracias já começaram. Ainda esta semana, representantes do Executivo municipal e os executivos chineses se reunirão com os governos federal e estadual. Amanhã se reunirão com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em Brasília. Na sexta-feira (2), o encontro está agendado com o vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant.

“O modelo da parceria ainda não foi finalizado, mas nossa intenção é que seja feita apenas uma licitação, pois sabemos que eles terão totais condições de vencer o certame. Já em relação aos investimentos, os chineses indicaram intenções de investir até US$ 200 milhões, a depender da capacidade de endividamento do município”, disse.

Entre as vantagens do negócio, Magalhães citou não somente a expertise do grupo chinês, mas os juros muito abaixo dos praticados no Brasil. “A taxa está em torno de 2% ao ano, enquanto a média nacional gira em torno de 9%”, ressaltou.

Diversificação – Também conforme o prefeito, os projetos almejados proporcionarão novo horizonte à economia Itabira, altamente dependente da extração mineral e cuja exaustão já está prevista para os próximos anos.
Para se ter uma ideia, conforme a prefeitura, a expansão do campus local da Unifei, eleva os atuais 2.500 alunos para 10 mil na construção de todo o complexo. Além disso, estudos de impacto financeiro estimam que os gastos da comunidade universitária na cadeia de serviços da cidade saltará de R$ 52 milhões para R$ 260 milhões por ano.

Já o Parque Científico e Tecnológico de Itabira (PCTI) tem terreno disponibilizado de 380 mil metros quadrados, a três quilômetros da Unifei. A estrutura contemplará prédios para incubadoras de empresas e módulos tecnológicos, aprimorando a região para atrair novos investimentos.

E a planta do terminal de cargas aponta um aeródromo com dois quilômetros de pista e todas as instalações de apoio, tanto para operações de abastecimento e escoamento de produção, quanto para passageiros, objetivo secundário da proposta. A estrutura tem terreno viabilizado a cinco quilômetros da área que receberá o PCTI.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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