Créditos: Manu Dias/AGECOM

Atibaia* – O Grupo Martins, sediado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, estima encerrar 2019 com crescimento na casa dos dois dígitos sobre o ano anterior.

Caso a projeção se confirme, o faturamento de R$ 4,9 bilhões apurado em 2018 deverá ser superior a R$ 5,5 bilhões. E se as reformas estruturais do País – entre elas a da Previdência – forem aprovadas ainda neste exercício, o desempenho poderá ser ainda melhor.

A afirmação é do CEO do grupo, Flávio Lúcio Borges Martins. Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, o executivo, que participou da 39ª Convenção Anual do Canal Indireto – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), em Atibaia, interior de São Paulo, ressaltou que, ao que tudo indica, as condições econômicas do País e de Minas Gerais favorecerão os resultados.

“A meta de dois dígitos é apenas uma referência. Temos que fazer muito mais, e há totais condições para que isso aconteça, inclusive econômicas e conjunturais”, declarou.

Nesse contexto, Martins avaliou positivamente os primeiros meses dos governos federal e estadual. Para ele, embora em ambos os casos exista a condicionante de “aprender a governar”, é possível dizer que as direções e as decisões tomadas estão “muito boas”.

“Acreditamos que acontecendo a reforma da Previdência, depois a tributária e alguns ajustes na reforma trabalhista, o Brasil será levado a um cenário mais moderno em termos de legislações reguladoras. A partir daí, não há dúvidas de que o céu será o limite para o crescimento do País e de todas as organizações”, comentou.

Para ele, a crença na economia nada mais é que confiança. “Se você transmite isso para o consumidor, o consumo aumenta, o investimento acontece, gera emprego e renda. Essa combinação promove um ciclo virtuoso de investimentos e consumo, o que fomenta os negócios e a economia ainda mais”, completou.

Em relação ao desempenho do ano passado, quando o faturamento do grupo registrou queda de 1,1% sobre 2017, o CEO ponderou que o recuo foi causado exclusivamente pela greve dos caminhoneiros, que parou as estradas e parte das atividades em todo o Brasil por 11 dias em maio de 2018. Conforme ele, meses depois, o cenário já foi revisto e o Martins chega ao fim do quarto mês de 2019 com crescimento já da ordem de 6% sobre a mesma época do ano anterior.

Em relação aos investimentos previstos para este exercício, embora não tenha revelado números, o executivo disse que estão bem acima do montante realizado no ano passado e que serão, basicamente, aportados em frota e plataformas digitais. Em relação ao primeiro grupo, Martins disse que serão adquiridos 200 veículos no decorrer de 2019, que serão somados aos 990 já existentes no ano passado. Já as inversões em plataformas digitais serão direcionadas ao marketplace do grupo.

“Este último é um dos pilares para nossa estratégia de crescimento para o futuro. Hoje este segmento responde por R$ 1 bilhão do faturamento anual da empresa e a ideia é que aumente ainda mais”, revelou.

Premiação – Na 39ª Convenção Anual do Canal Indireto – Abad, o Grupo Martins recebeu o prêmio de Melhor Atacadista Distribuidor do País, segundo levantamento da consultoria GFK Brasil em parceria com a entidade nacional. Esta foi a sexta vez consecutiva que a empresa foi eleita pelo varejo de todo o País.

O CEO do grupo, Flávio Lúcio Borges Martins, recebeu a homenagem e atribuiu o reconhecimento à estratégia de gestão bem implementada pela companhia.

“Não trabalhamos para o prêmio, mas para o cliente, para o fornecedor e para a indústria, visando a levar a estratégia de distribuição ao pequeno e médio varejo. O prêmio é um reconhecimento a este trabalho, à nossa equipe e à persistência de uma estratégia que o grupo acredita, aliando produtos e serviços financeiros em prol de soluções completas e integradas”, finalizou.

(*) a repórter viajou a convite da Abad