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Economia

IBC-Br registra alta em novembro no ritmo mais forte desde fevereiro

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Projeção do Boletim Focus do Banco Central é de um crescimento do PIB de apenas 0,28% | Crédito: Marcos Santos - USP Imagens
Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

São Paulo – A atividade econômica brasileira voltou a crescer em novembro depois de quatro quedas seguidas e no ritmo mais forte desde fevereiro, apontando para alguma retomada no fim de 2021, de acordo com dados do Banco Central.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teve alta de 0,69% em novembro na comparação com outubro, segundo dado dessazonalizado informado pelo Banco Central ontem.

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O resultado foi o primeiro no azul desde junho e o mais forte desde a alta de 1,67% vista em fevereiro de 2021. O dado de novembro ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,65%.

O BC ainda revisou para cima o resultado de outubro para uma queda de 0,28%, de recuo de 0,4% informando anteriormente.

Apesar do resultado positivo em novembro, os dados do IBC-Br mostram um vaivém no desempenho econômico, com cinco meses apresentando resultado positivo e seis com quedas mensais.

“Apesar da alta, a perspectiva para a economia continua preocupante. O aperto das condições monetárias junta-se ao avanço da variante Ômicron e deve impactar negativamente tanto a indústria quanto serviços”, afirmou em nota o estrategista-chefe do banco digital Modalmais, Felipe Sichel.

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Na comparação com novembro de 2020, o IBC-Br registrou alta de 0,43%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 4,30%, de acordo com números observados.

O avanço da vacinação contra a Covid-19 favoreceu a economia brasileira, principalmente o setor de serviços, mas o cenário vem sendo impactado pela inflação muito elevada, que levou o BC a intensificar o aumento dos juros, levando a Selic aos atuais 9,25%, o que restringe o crescimento.

O IPCA fechou 2021 com alta acumulada de 10,06%, estourando com força o teto do objetivo oficial, que era de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Isso em meio a interrupções na cadeia de oferta global e falta de matéria-prima, alguns dos motivos que levaram a indústria nacional a apresentar queda de produção em novembro pelo sexto mês seguido.

Mas os últimos dados de varejo e serviço ajudaram a melhorar a perspectiva para o fim de 2021.

As vendas de supermercados ajudaram o varejo no Brasil a registrar crescimento inesperado em novembro de 0,6%, enquanto o volume de serviços avançou 2,4%, muito mais do que o esperado.

No entanto, a disseminação da variante Ômicron do coronavírus traz incertezas para as perspectivas em um ano eleitoral.

A pesquisa Focus realizada pelo BC com uma centena de economistas aponta que a expectativa é de que o PIB tenha crescido 4,50% em 2021, indo a 0,29% em 2022.

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