Rio – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou elevação de 0,26% em outubro, ante um aumento de 1,79% em setembro, divulgou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado do indicador ficou dentro do intervalo das projeções do mercado financeiro, que estimavam uma alta desde 0,13% a 0,81%, com mediana positiva de 0,45%, de acordo com as instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast.

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 8,83% no ano, além de avanço de 10,51% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve alta de 0,17% em outubro, após a elevação de 2,54% registrada em setembro. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, teve um aumento de 0,48% em outubro, ante um crescimento de 0,45% em setembro.

Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta de 0,35% em outubro, depois do aumento de 0,23% em setembro. O período de coleta de preços para o índice de outubro foi do dia 1º ao dia 31 do mês.

IPAs – Os preços dos produtos agropecuários no atacado mensurados pelo IPA agrícola caíram 1,08% em outubro, após a elevação de 2,11% em setembro, dentro do IGP-DI.
Já os produtos industriais, medidos pelo IPA Industrial, aumentaram 0,59% em outubro, depois de uma alta de 2,69% no atacado em setembro. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,65% em outubro, ante um aumento de 1,55% em setembro.

Os preços dos bens intermediários subiram 1,07% em outubro, após aumentarem 2,92% em setembro. Os preços das matérias-primas brutas registraram queda de 1,49% em outubro, depois da elevação de 3,25% em setembro.

Cesta básica – O preço da cesta básica no mês de outubro apresentou alta em 16 das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo o levantamento divulgado ontem, as cidades que apresentaram aumento mais expressivo foram Fortaleza (7,15%), Porto Alegre (6,35%), Vitória (6,08%) e Rio de Janeiro (6,02%). A cesta mais cara foi a de Florianópolis, ficando em R$ 450,35, seguida pela de Porto Alegre (R$ 449,89), São Paulo (R$ 446,02) e Rio de Janeiro (R$ 443,69). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 329,90) e Recife (R$ 330,20).

Em 12 meses, os preços médios do conjunto de alimentos subiram em 15 cidades, com destaque para Florianópolis (8,15%), Campo Grande (7,58%) e Fortaleza (7,02%). Os menores valores médios foram Belém (-1,45%), Goiânia (-1,34%) e São Luís (-1,19%).

No acumulado de meses de 2018, 14 capitais tiveram alta, entre elas Vitória (8,96%), Curitiba (8,40%) e Campo Grande (8,34%). Entre as que registraram queda estão Goiânia (-0,83%, Recife (-0,59%), Natal (-0,39%) e São Luís (-0,23%). (ABr/Reuters)