COTAÇÃO DE 19/04/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5500

VENDA: R$5,5510

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5400

VENDA: R$5,7130

EURO

COMPRA: R$6,7043

VENDA: R$6,7067

OURO NY

U$1.771,25

OURO BM&F (g)

R$317,44 (g)

BOVESPA

317,44

POUPANÇA

0,1590%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia Economia-destaque

Imóveis comerciais têm desvalorização na Capital

COMPARTILHE

Crédito: Prodabel

O preço médio de venda dos imóveis comerciais em Belo Horizonte vem passando por sucessivas reduções ao longo de 2020. Embora em julho a retração tenha sido de apenas 0,02% em relação a junho, chegando a R$ 7.036/metro quadrado, o decréscimo é de 1,67% no acumulado do ano e de 2,89% na variação acumulada em 12 meses. Os dados são do Índice FipeZap, apurado em  parceria pela Fipe e pelo Grupo ZAP.

Os números negativos são uma junção de fatores, conforme explica o coordenador do Índice FipeZap, Eduardo Zilberstein. Um deles tem a ver com a pandemia do Covid-19, que provocou diversos reflexos na economia. Isso, lembra Zilberstein, em um cenário em que as coisas já não iam tão bem desde o ano de 2015, o que também influencia os dados apresentados.

PUBLICIDADE

“Desde 2015, os indicadores de locação e venda de imóveis comerciais já estavam em queda e a pandemia reforçou isso. Se havia alguma expectativa de mudança nessa trajetória, ela foi suspensa, pelo menos temporariamente”, avalia.

Ao contrário do que ocorre com os imóveis residenciais, que têm aumento da demanda por questões demográficas, os comerciais têm sofrido com a crise econômica brasileira, que já perdura por alguns anos, e consequente situação das empresas, explica Zilberstein. A formação de novos negócios e o crescimento dos empreendimentos fomentariam esse mercado, mas isso já não vinha acontecendo com tanta intensidade.

“Estávamos presenciando uma retomada tímida, mas essa retomada foi interrompida por conta da pandemia. Estávamos vindo de uma dinâmica não brilhante e agora a área sofre por causa da crise do Covid-19”, frisa.

A mesma explicação cabe para o preço médio de locação de imóveis comerciais. Embora os números sejam positivos na capital mineira, diz Zilberstein, eles devem ser analisados com cuidado, por não apresentarem um crescimento real.

De acordo com o Índice FipeZap, em julho, o aumento do preço médio de locação de imóveis comerciais na capital mineira foi de 0,16% em comparação a junho, atingindo o valor de R$ 29,88/m². Para se ter uma ideia, o aumento no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Belo Horizonte, no mesmo período, foi de 0,17%.

O Índice FipeZap revela ainda que, na variação acumulada do ano, o preço médio de locação de imóveis comerciais subiu 1,79%. Já na variação acumulada em 12 meses, a alta foi de 1,28%.

Bairros – O levantamento também mostra quais foram os bairros de Belo Horizonte mais valorizados em julho. No que diz respeito à venda de imóveis comerciais, o Luxemburgo foi quem apresentou o maior preço médio (R$ 10.392/m²). Ele é seguido por Santo Agostinho (R$ 10.011/m²), Santa Tereza (R$ 9.810/m²), Fernão Dias (R$ 9.639/m²) e Belvedere (R$ 9.571/m²).

Em relação à locação de imóveis comerciais, quem ocupa o topo do ranking é o Dom Joaquim (R$ 49,70/m²), seguido por Belvedere (R$ 47,96/m²), Fernão Dias (R$ 46,62/m²), Santo Agostinho (R$ 44,70/m²) e Alpes (R$ 43,93/m²).

Futuro – Embora seja difícil saber o que será da venda e locação de imóveis comerciais daqui para frente, Zilberstein ressalta que a pandemia do Covid-19 pode provocar mudanças profundas na sociedade e nas empresas, afetando bastante esse mercado. O home office, diz ele, adotado em tempos de isolamento social, pode ter vindo para ficar, mesmo após a pandemia.

“Sou cético em relação à adoção massiva do home office, mas acredito que um modelo híbrido, dependendo do setor e da empresa, vai entrar mais na nossa vida. Isso terá um impacto grande no mercado de imóveis comerciais”, afirma.

Por outro lado, lembra ele, o Brasil vive uma época de juros muito baixos, o que pode ser um fator estimulante para esse mercado. “Vai ser interessante notar qual efeito vai prevalecer. Temos a possibilidade de um mundo virtual fazer mais parte do dia a dia e teremos um pós-pandemia com juros baixos. São dois fatores importantes”, salienta.

Lançamentos do segmento residencial desabam

Brasília – Os lançamentos de imóveis residenciais caíram 43,9% no primeiro semestre ano, enquanto as vendas tiveram retração de 2,2%, na comparação com igual período do ano passado. Esses números estão no estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do segundo trimestre de 2020, divulgado ontem pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Segundo a Cbic, embora as incertezas por causa da pandemia do Covid-19 tenham interrompido uma tendência de crescimento que vinha desde janeiro de 2018, os impactos no mercado foram menores que os estimados anteriormente.

Na avaliação da Cbic, enquanto as vendas sofreram quedas leves, houve grande diminuição no número de lançamentos. Isso aconteceu por conta de adiamentos em função da pandemia.

No segundo trimestre de 2020, os lançamentos de imóveis (16.659 unidades) apresentaram uma queda de 60,9% na comparação com igual período de 2019.

Houve redução no número de unidades lançadas em todas regiões. A maior queda foi observada na região Norte (660 unidades), com 73,3% menos lançamentos que no segundo trimestre de 2019, seguida pelo Nordeste, com diferença de 70% (3.244 unidades). A região Sudeste teve variação negativa de 68,3% (18.238 unidades).

No primeiro semestre, foram 37.596 unidades lançadas, contra 67.034 unidades em igual período do ano passado. A maior diferença foi no Nordeste, com 6.690 unidades a menos ou 60,1% menos lançamentos que no mesmo período de 2019.

No País, as vendas apresentaram queda de 23,5% no segundo trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nas regiões Norte e Nordeste praticamente não houve variação, com -0,5% e +0,1%, respectivamente. Na região Sul, houve alta de 5% (333 unidades). As regiões mais afetadas foram a Sudeste, onde o número de apartamentos vendidos foi 39,3% menor (9.321 unidades a menos), e Centro-Oeste, onde o número de apartamentos vendidos foi 22,9% menor (947 unidades a menos). No primeiro semestre, as vendas chegaram a 71.109, contra 72.710 em igual período de 2019.

Previsão – Segundo a Cbic, com as vendas praticamente estabilizadas e os lançamentos muito reduzidos no primeiro semestre, em função do que foi adiado por conta da pandemia, a expectativa é que agora as empresas lancem o que foi represado nos últimos meses.

De acordo com o presidente da entidade, José Carlos Martins, é expectativa é de crescimento de 20% a 30% nos lançamentos no segundo semestre deste ano, comparado a igual período de 2019.

O estudo “Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º Trimestre de 2020” também analisou a participação do programa habitacional “Minha casa, minha vida” nas unidades lançadas e nas unidades vendidas por região brasileira. A representatividade do MCMV sobre o total de lançamentos, no período, foi de 55,6%. Sobre o total de vendas, essa participação foi 56%. (ABr)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!