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Inflação calculada pelo IPCA fecha abril com alta de 0,42% na RMBH

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Crédito: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas

Impactada principalmente pela alta nos preços da gasolina e de medicamentos, a inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) avançou 0,42% em abril. Por outro lado, o item que mais ajudou a segurar o crescimento inflacionário foi o feijão, cujo preço apresentou redução de 7,92%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi divulgado na sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Coordenador da pesquisa, Venâncio da Mata ressalta que a gasolina, que subiu 2,47% em abril, tem um peso muito grande no orçamento e, por isso, foi o subitem que mais contribuiu para o avanço do índice. Já a alta dos medicamentos chegou a 2,25%, com aumento em produtos como hormônio (3,6%), gastroprotetor (3,48%) e analgésicos e antitérmicos (2,92%).

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No acumulado do ano, a inflação da RMBH está em 1,94%, acima do registrado em igual período de 2018, quando era de 1,14%. Segundo Venâncio da Mata, a tendência para maio é de nova alta inflacionária em decorrência, principalmente, de dois fatores: autorização do reajuste do gás e a mudança da bandeira tarifária da energia, que era verde e passou para amarela.

A inflação acumulada de 12 meses está em 4,82% na RMBH, ainda sentindo o impacto do pico inflacionário gerado pela greve dos caminhoneiros realizada no ano passado.

Grupos – Dos nove grupos apurados pelo IBGE, apenas um registrou queda nos preços: artigos de residência, que mostrou retração de 0,07%. Entre os segmentos que registraram alta, o que apresentou acréscimo mais acentuado foi saúde e cuidados pessoais, com aumento de 1,45%. Também tiveram alta: transportes (+0,85%); despesas pessoais (+0,23%); educação (+0,21%); alimentação e bebidas (+0,16%); comunicação (+0,10%); habitação (+0,10%); e vestuário (+0,08%).

No grupo alimentação, foram registradas as altas mais acentuadas de preço: tomate (+ 28,86%); morango (+25%); e repolho (+24,45%). As principais reduções de preço também estão nesse grupo. O preço do mamão caiu 13,31%, enquanto o da laranja teve queda de 10,63% e o da abóbora de 10,39%.




De acordo com o IBGE, no País, a inflação subiu 0,57% em abril. A RMBH tem o terceiro menor resultado mensal entre as 16 áreas pesquisadas, à frente das regiões metropolitanas de Vitória e Rio Branco. No acumulado de 2019, a inflação brasileira está em 2,09%. A meta para o ano é de 4,25%.

Indicador desacelera no País

São Paulo /Rio de Janeiro – A inflação oficial brasileira desacelerou mais do que o esperado em abril, mas, ainda assim, permaneceu acima da meta oficial e se aproximou de 5% em 12 meses depois de o Banco Central ter avaliado que o balanço de riscos para a inflação se mostra simétrico.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu em abril 0,57%, ante 0,75% no mês anterior, segundo os dados divulgados na sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado em 12 meses, o IPCA passou a avançar 4,94%, de 4,58% em março, permanecendo acima do centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Ambos os resultados, entretanto, ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, que projetavam altas de 0,63% na base mensal e de 5,00% em 12 meses.




“A desaceleração do IPCA na verdade é uma devolução, um retorno de altas que aconteceram em março especialmente nos alimentos e nos combustíveis”, explicou o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

Os alimentos passaram a subir 0,63% no mês, de 1,37% antes, com quedas nos preços de feijão-carioca (-9,09%) e frutas (-0,71%). Já o grupo Transportes apontou alta de 0,94%, sobre 1,44% em março, com avanço de 2,66% no preço da gasolina.

Por outro lado, os custos de Saúde e cuidados pessoais aumentaram a pressão a 1,51% em abril, de 0,42% no mês anterior, pressionados pela alta de 2,25% dos remédios como reflexo de reajuste anual. A inflação de serviços, por sua vez, permaneceu em 0,32%, chegando a 3,89% em 12 meses.

Greve dos caminhoneiros – A expectativa do BC era de que a inflação no Brasil atingisse um pico em torno de abril ou maio, para depois recuar para patamar abaixo do centro da meta deste ano.

Segundo Gonçalves, a taxa em 12 meses ainda embute o salto que o IPCA deu em meados do ano passado como reflexo da greve dos caminhoneiros e ficará alta até junho.

“A partir de junho é que teremos uma noção mais clara do comportamento da inflação em 12 meses com o fim do efeito da greve”, disse ele.

Na quarta-feira, o Banco Central reconheceu mais sinais de fraqueza econômica ao manter a taxa básica de juros em 6,5%, mas ressaltou que o balanço de riscos para a inflação se mostra simétrico, calculando a inflação a 4,1% em 2019.

A pesquisa Focus mais recente realizada pelo BC mostra que os economistas projetam alta do IPCA este ano de 4,04%, indo a 4% em 2020. (Reuters)

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