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Economia

Inflação na RMBH é a mais alta para abril em 17 anos

IPCA avançou 1,06% e acumula elevação de 4,44% no ano na Grande Belo Horizonte

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Com aumento de 3,13% da gasolina, de 8,08% do etanol e de 4,44% do diesel, os combustíveis pesaram na inflação | Crédito: Marcos Alvarenga

A gasolina continua pressionando os preços na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), fazendo com que a inflação nos arredores da capital mineira esteja entre as mais elevadas do País em 2022. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou 1,06% na RMBH, oitavo maior resultado mensal entre as dezesseis áreas pesquisadas e o mais elevado para o mês nos últimos 17 anos. No Brasil, a variação mensal foi também de 1,06% e a maior taxa para abril em 26 anos.

O coordenador da pesquisa em Minas Gerais, Venâncio da Mata, ressalta que o combustível apresentou o maior impacto individual no resultado da região, com alta de 3,13%. Porém, cita outras influências vindas, inclusive, do grupo de transportes, como o etanol (8,08%), o seguro voluntário de veículo (7,09%), o óleo diesel (4,44%) e o automóvel novo (1,23%).

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“O destaque mais uma vez foi a gasolina, até pelo grande impacto que o combustível possui sobre o consumo das famílias, mas outros componentes do grupo de transportes também influenciaram a variação positiva mensal de 1,06%”, diz.

Com isso, no ano, a inflação na RMBH já chega a 4,44% – a quinta maior do País. A média nacional está em 4,29%. E nos últimos 12 meses, os índices já chegam a 11,51% e 12,13%, respectivamente. Neste caso, o número da Grande BH é o quarto menor entre as áreas de abrangência da pesquisa. “As variações estão muito próximas em todo o País. Isso indica que é um problema generalizado. Não há uma ou outra região que esteja puxando”, explica o economista.

Em abril, oito grupos apresentaram variações positivas na RMBH: saúde e cuidados pessoais (2,52%), transportes (1,92%), artigos de residência (1,76%), vestuário (1,64%), alimentação e bebidas (1,52%), despesas pessoais (0,62%), comunicação (0,16%) e educação (0,16%). Apenas um grupo apresentou deflação: habitação (-1,78%).

Por isso, Venâncio da Mata afirma que, além dos subitens do grupo de transportes, especialmente a gasolina, outros produtos também contribuíram para a elevação. Em saúde e cuidados pessoais, por exemplo, destacaram-se os itens farmacêuticos, que tiveram alta de 8,02% no período. O especialista lembra que, no dia 1º de abril, foi autorizado o reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos, dependendo da classe terapêutica.

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Além disso, no grupo de alimentação e bebidas destacaram-se a batata-inglesa (20,57%), o leite longa vida (12,59%), o óleo de soja (5,38%), o pão francês (4,54%) e o café moído (4,12%). Já na alimentação fora do domicílio (1,28%), o lanche aumentou 2,86%.

“Nesses casos há relação com o conflito no Leste europeu e o encarecimento dos fertilizantes. O produtor acabou repassando os custos. No caso do pão, o aumento foi devido ao trigo, produzido tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, maiores exportadores do trigo no mundo. Ou seja, estamos sentindo os efeitos da guerra por aqui”, comenta.

Por outro lado, a queda em habitação se deveu principalmente à energia elétrica residencial (- 6,90%). O coordenador da pesquisa lembra que, a partir de 16 de abril, passou a vigorar a bandeira tarifária verde, sem cobrança extra na conta de luz. “Ajudou a conter um pouco os preços na RMBH. Se não tivesse essa queda, a inflação seria ainda maior”, conclui.

Indicador no País supera 12% em 12 meses

São Paulo/Rio de Janeiro – A inflação no Brasil atingiu a taxa mais alta para abril em 26 anos e ultrapassou a marca de 12% em 12 meses, uma vez que os preços dos combustíveis e dos alimentos continuaram a pressionar o bolso dos consumidores.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou a alta a 1,06% em abril, de 1,62% no mês anterior, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do alívio, o resultado divulgado ontem é o mais elevado para um mês de abril desde 1996 (1,26%).

Com isso a taxa acumulada em 12 meses disparou a uma elevação de 12,13%, contra 11,30% em março, marcando o maior nível desde outubro de 2003 (13,98%) e bem mais do que o dobro do teto da meta de inflação para 2022 – 3,50%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 1,0% na comparação mensal e de 12,07% em 12 meses.

O número foi divulgado um dia depois de o Banco Central reconhecer que há uma deterioração na dinâmica inflacionária do Brasil apesar do ciclo “bastante intenso e tempestivo” de ajuste nos juros. Nesse cenário, o BC elevou a taxa básica de juros Selic na semana passada em 1 ponto percentual, a 12,75%.

O IPCA de abril mostrou ainda que as altas de preços estão disseminadas entre os produtos, com o índice de difusão chegando a 78,25% em abril, maior taxa desde janeiro de 2003.

“Um dos fatores para a alta da difusão é o aumento de custos na economia tais como combustíveis, frete e afins”, explicou o analista da pesquisa, André Almeida.

Em abril os maiores impactos foram exercidos pelos avanços de 2,06% dos preços de alimentação e bebidas e de 1,91% dos transportes – juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA de abril, segundo o IBGE.

Nos alimentos, a pressão maior partiu dos preços dos alimentos para consumo no domicílio, que subiram 2,59% no mês.

Já em transportes a alta foi puxada principalmente pelo aumento de 3,20% nos preços dos combustíveis – somente a gasolina subiu 2,48%. (Reuters)

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