COTAÇÃO DE 26/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,6270

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,8030

EURO

COMPRA: R$6,6420

VENDA: R$6,6450

OURO NY

U$1.792,47

OURO BM&F (g)

R$327,87 (g)

BOVESPA

-1,34

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia zCapa

Inflação pode sofrer escalada a longo prazo

COMPARTILHE

Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

A inflação no Brasil, muitas vezes, é tratada como um problema que ficou no passado. No entanto, conforme destaca a pesquisadora da área de economia aplicada do FGV Ibre Juliana Damasceno, o risco é real e permanente e tem de ser vigiado.

A pandemia do Covid-19 tem tornado essa realidade ainda mais evidente e pode ser uma das maiores responsáveis pela elevação maior dos preços no longo prazo, alerta a especialista. Isso está relacionado, em grande parte, ao endividamento público atual.

PUBLICIDADE

Outros profissionais consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO concordam que o País poderá passar por um aumento da inflação daqui a uns dois ou três anos, embora descartem uma realidade como a que hoje vive a Argentina, por exemplo. No entanto, destaca o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec BH) Hélio Berni, a pressão maior nos preços vai depender da forma como o governo vai agir.

O professor lembra que os gastos públicos têm aumentado e há, atualmente, uma flexibilização do controle que tem sido feito ao longo dos cinco anos em cima do endividamento público. Existem muitas empresas quebrando por causa dos reflexos da pandemia do Covid-19 e pessoas estão perdendo seus postos de trabalho. A assistência financeira dada pela União existe hoje, mas poderá ter consequências mais tarde.

“Dependendo da maneira como o aumento do gasto for financiado, isso poderá gerar crescimento geral dos preços. Se o governo opta por aumentar a emissão de moeda para financiar esses gastos, pode gerar aumento da demanda agregada da economia e do nível geral de preço”, salienta ele.

O professor do Centro Universitário Estácio de Belo Horizonte, Ivan Melo, também chama a atenção para a possível emissão maior de moeda para financiamento do déficit e como isso poderá afetar os preços lá na frente. “Quanto mais moeda se emite, menor vai ser o seu valor e maior a inflação”, acrescenta.

Porém, esse não é o único fator preocupante. Juliana Damasceno ressalta também que com a dívida pública aumentando bastante, o mercado passa a ter medo de calote. Assim, há uma dificuldade de rolar a dívida. A medida que se toma, então, para pagar um título, é emitir mais título.

Com o risco de calote e o nível de dívida elevado em termos de Produto Interno Bruto (PIB), que atualmente está se aproximando dos 100%, o Tesouro encurta a dívida e paga a mais longa com a mais curta. “A dívida vai crescendo com o prazo mais curto. É preocupante”, diz a pesquisadora, que salienta, que, assim, a política monetária tem cada vez menos efeitos.

Possibilidades – Embora o risco do aumento da inflação seja real, ele não é para o curto prazo, lembra Juliana Damasceno. Atualmente, o que se tem é uma economia fraca, com pouca demanda e desemprego alto. Assim, consegue-se continuar baixando os juros.

Mas, mesmo falando do longo prazo, o professor Ivan Melo acredita que não chegaremos a ter uma inflação desenfreada.

“O real é uma moeda muito sólida. Não acredito que a gente vá ter uma inflação desenfreada, apesar de poder haver aumento da inflação. O Brasil tem fundamentos sólidos do controle da moeda e da inflação”, frisa.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!