COTAÇÃO DE 07/12/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6180

VENDA: R$5,6180

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6500

VENDA: R$5,7830

EURO

COMPRA: R$6,3427

VENDA: R$6,3451

OURO NY

U$1.784,35

OURO BM&F (g)

R$323,23 (g)

BOVESPA

+0,65

POUPANÇA

0,5154%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia
Crédito: Fabio Ortolan

À frente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) desde o início do ano, a presidente da instituição, Ângela Flores Furtado, vem trabalhando pela desburocratização dos processos, o que é considerado fundamental para estimular a inovação e a competitividade dos produtos brasileiros. A expectativa é que até o final de 2021 o emaranhado de cerca de 330 regulamentos – relacionados à qualidade, à segurança e ao desempenho dos produtos comercializados no Brasil – seja simplificado.

Ângela Flores participou ontem de reunião plenária da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), em Belo Horizonte. De acordo com a presidente do Inmetro, recentemente a missão do instituto foi revisada e se tornou mais palatável e compreensiva para toda a sociedade. Ângela explica que o Inmetro tem que ser a medida certa para garantir a confiança na sociedade e promover a competitividade ao setor produtivo.

PUBLICIDADE

“Precisamos ter a medida certa, a precisão naquilo que se trata da segurança e da qualidade de um produto. É essa confiança que temos que trazer para o consumidor. Garantir que ele está comprando algo absolutamente correto”, disse.

Por outro lado, Ângela ressalta que compete ao Inmetro promover a competitividade do setor produtivo, uma vez que é a entidade que regulamenta todos os produtos disponíveis para a comercialização, seja produção nacional, produtos importados ou o que é exportado.

A modificação dos regulamentos, seguindo os padrões internacionais, também é considerada importante para atrair novos investimentos estrangeiros Brasil, o que hoje é desestimulado pela quantidade de regras e testes a serem seguidos e efetuados.

“Somos nós que regulamos as características que o produto deve ter em qualidade e segurança. Mas, ao regular tudo isso, precisamos ser a medida certa no sentido de promover a competitividade. Não podemos promover uma regulamentação muito prescritiva, mas sim de forma abrangente para estimular a inovação, a criatividade e a tecnologia embarcada nos produtos. Queremos ajudar o setor produtivo a lançar bons produtos de qualidade e segurança no mercado e, ao mesmo tempo, extremamente competitivos e criativos. Claro que também garantindo para a sociedade a segurança e a qualidade daqueles produtos”.

Para promover o processo de mudança do modelo regulamentário do Inmetro estão sendo adotadas práticas semelhantes às europeias, americanas e japonesas. Ângela explicou que enquanto no Brasil são cerca de 330 regulamentos, na Europa, por exemplo, são 22 regulamentos gerais, que são complementados por normas específicas. Por isso, o Inmetro vem trabalhando na criação de regras mais abrangentes, envolvendo categorias e riscos específicos.

“Estamos mudando o modelo regulamentário do Inmetro. Uma regulação, por exemplo, em média, era tão prescritiva e dependia de tantos testes para ficar totalmente adequada, que demorava em média sete anos. Pensa bem, se é preciso encontrar a solução de um problema, você vai levar sete anos? Alguma coisa está errada nesse processo”.

Autorregulação – Ainda segundo a presidente do Inmetro, até 2021 as regulamentações serão mais abrangentes, mas, ao mesmo tempo, mais duras na autorregulação e na autorresponsabilização.

Na autorregulação, segundo Ângela, os fabricantes – apesar de serem obrigados a fazer os testes nos seus produtos, porque têm que conhecer os riscos – tem que colocar no mercado um produto de alta qualidade. Em algumas categorias e produtos, os testes de qualidade e segurança poderão ser feitos nos laboratórios credenciados pelo Inmetro. Isso agilizará o processo.

“O empresário tem que ter essa segurança. Tem que ser voluntária do fabricante, claro, que tem a lei que ainda o obriga também”.

Ainda segundo a representante do Inmetro, ao mesmo tempo, haverá uma fiscalização mais intensa dos produtos e a autorresponsabilização.

“Em caso de acidente, não podemos demorar anos para decidir a culpa e a pena a ser imputada para quem cometeu o delito. Vamos agilizar o processo sem abrir mão da qualidade e da segurança. Com a autorresponsabilização, as pessoas que não cumprirem as regras serão punidas. Isso é o que o mundo tem de mais forte e nós somos mais flexíveis”, disse.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!