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Intenção de compras de imóveis no País é a maior desde 2014

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Pesquisa aponta que 50% dos que têm interesse em comprar imóvel não se preocupam se ele é novo ou usado | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA

Pelo menos desde 2014, as pessoas não quiseram tanto comprar imóveis quanto agora. No terceiro trimestre deste ano, a intenção de adquirir esse tipo de bem atingiu 48% dos entrevistados para o Raio-X FipeZAP, divulgado pela Fipe e o ZAP+. No trimestre anterior, eram 43%, e a média histórica é de 37%.

Os dados da pesquisa também mostram que, entre aqueles que preferem comprar imóveis em breve, 50% não se importam se o bem será novo ou usado. Já 41% preferem os usados e 9% os novos. Além disso, 86% pretendem utilizá-lo para moradia própria e 14% como forma de investimento.

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O avanço na intenção de compra, de acordo com o coordenador do FipeZAP, Eduardo Zylberstajn, mostra uma mudança no comportamento dos brasileiros, mas que também tem sido verificada em todo o mundo: uma valorização maior das residências, intensificada pela pandemia da Covid-19.

Segundo ele, “as pessoas redescobriram o que é passar muito tempo em casa”. E, diz, embora seja cedo para cravar como ficará o mundo após a pandemia, diversas empresas deverão adotar um sistema híbrido de trabalho – home office e presencial – e muitas pessoas já estão se antecipando para essa realidade, aproveitando oportunidades para comprar imóveis, como os juros mais baixos.

Além disso, afirma ele, também tem havido uma grande mudança de padrão para o futuro lar. Se antes existia uma tendência em relação a imóveis de um quarto, agora muitas pessoas já pensam em espaços maiores. Além disso, também já se busca mais uma segunda moradia fora dos centros urbanos, onde as pessoas possam passar alguns dias da semana.

Valorização dos imóveis – Quando o assunto é a expectativa de preços, os dados da pesquisa mostram que também houve um avanço significativo nesse sentido ao longo dos anos.

Segundo o Raio-X FipeZAP, enquanto em 2015 21% das pessoas apostavam em um aumento dos preços no curto prazo, o número subiu para 32% neste ano. Em relação aos que preveem estabilidade, os números não variaram muito nessa base de comparação (30% em 2015 e 31% neste ano). Já os que apostam em declínio nos valores somam 15% em 2020 contra 36% em 2015.

De acordo com Zylberstajn, esses números apontam para como o mercado imobiliário está vivendo uma recuperação em V (quando ocorre uma rápida recuperação após uma queda acentuada).

“O mercado se normalizou e continua aquecido”, pontua. Ele destaca fatores que têm contribuído para um bom cenário, como os juros baixos e o auxílio emergencial, que ajudou a manter o consumo e a economia funcionando. “O desemprego aumentou sem grande perda de renda”, diz. 

Vendas realizadas – Por fim, o levantamento também mostra a porcentagem de quem efetivamente adquiriu imóveis nos últimos 12 meses. De acordo com os dados, no último trimestre, 10% das pessoas responderam que haviam realizado esse tipo de compra. O número é igual ao do trimestre anterior.

No que diz respeito ao tipo de imóvel que foi adquirido, 64% optaram pelo usado, conforme os dados do terceiro trimestre, contra os 68% observados no trimestre anterior. O número está maior do que o verificado na média histórica, que é de 58%.

Além disso, 61% compraram o imóvel para usá-lo como moradia e 39% como investimento.

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