COTAÇÃO DE 19/01/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5600

VENDA: R$5,5600

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5770

VENDA: R$5,7130

EURO

COMPRA: R$6,2610

VENDA: R$6,2639

OURO NY

U$1.814,31

OURO BM&F (g)

R$322,84 (g)

BOVESPA

+0,28

POUPANÇA

0,6310%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Intenção de consumo das famílias fica estável na capital mineira

COMPARTILHE

" "
Shoppings de todo o Brasil movimentaram R$ 5,3 bilhões entre 19 e 25 de dezembro de 2021 | Crédito: Divulgação - Shopping Cidade
Shoppings de todo o Brasil movimentaram R$ 5,3 bilhões entre 19 e 25 de dezembro de 2021 | Crédito: Divulgação - Shopping Cidade

O índice de intenção de consumo das famílias da capital mineira encerrou 2021 com estabilidade. Incertezas quanto ao cenário econômico e inflação afetaram os resultados divulgados ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte tem como objetivo medir, entre outros pontos, a capacidade de consumo atual dos consumidores. Foram ouvidas mil famílias da capital mineira nos últimos dez dias de novembro.

PUBLICIDADE




Conforme divulgado, o ICF de dezembro de 2021 fechou o ano com 72,8 pontos, variando, negativamente, 0,1 ponto em relação ao mês anterior. Contudo, de acordo com o analista de pesquisa da Fecomércio MG, Devid Lima, a análise deve considerar o momento de retomada econômica tanto na Capital quanto no País.

“O índice não variar negativamente de forma significativa é um bom sinal. Apesar disso, a intenção de consumo das famílias ainda está no nível de insatisfação (abaixo de 100 pontos), padrão que deve permanecer enquanto durarem as incertezas relacionadas tanto ao cenário conjuntural, com elevado desemprego e renda deteriorada, como ao cenário da pandemia”, explica o especialista.

A explicação está relacionada, ainda, com a alta inflação, já que, segundo Lima, esse é um ponto que impacta diretamente o consumo das famílias ao reduzir o poder de compra dos belo-horizontinos – e de toda a população -, que, por sua vez, concentram os seus ganhos em despesas básicas, essenciais, como é o caso da alimentação e da moradia.

“A alta dos juros também surge como fator inibidor do consumo, visto que torna o crédito mais caro e, consequentemente, mais restrito, influenciando, principalmente, o varejo de bens duráveis e semiduráveis, que necessitam de condições de financiamento”, acrescenta o analista de pesquisa da Fecomércio MG.




Outro ponto que justifica a estabilidade do índice e não uma queda em meio ao cenário atual é a percepção do belo-horizontino sobre o emprego atual, sendo que 28% das famílias afirmaram que se sentem mais seguras em relação à ocupação quando o dado é comparado com o mês anterior (novembro de 2021).

Tendências – Ainda segundo o especialista da Fecomércio MG, os primeiros meses de 2022 devem trazer desafios à economia local, principalmente porque a renda familiar é comprometida pelos impostos. Ele chama atenção, ainda, para um possível aumento do nível de endividamento e inadimplência das famílias.

“O baixo ritmo da atividade econômica, marcada pela pressão sobre o nível de preços, o aumento da taxa básica de juros, a recuperação ainda lenta do trabalho formal e as incertezas associadas tanto ao cenário político como ao da pandemia, podem frear o avanço do consumo familiar e do investimento produtivo, dois componentes fundamentais para o crescimento econômico”, analisa Devid Lima.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!