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IPCA-15 aumenta 1,17% na RMBH, a quinta maior elevação no País

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A energia elétrica mais uma vez pesou no bolso do consumidor, contribuindo consideravelmente para avanço dos preços na região | Crédito: Ueslei Marcelino/Reuters

O indicador de inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresentou alta em outubro. A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) registrou avanço nos preços de 1,17% no mês, sendo considerada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o quinto maior resultado mensal entre as onze áreas pesquisadas. No País, a variação foi de 1,20%.

Com o resultado, o índice acumulado em doze meses foi de 10,19% na RMBH. No Brasil, chegou a 10,34%, alcançando os dois dígitos e superando de forma significativa a meta estipulada para o País, que é de 3,75%

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O maior impacto que observamos foi o aumento nas passagens aéreas, de 33,75%, além da energia elétrica, 2,95%, afetando diretamente o consumo das famílias, assim como a alta do combustível”, explica o coordenador da pesquisa em Minas Gerais, Venâncio Mata.

O levantamento do IBGE mostra que o aumento na RMBH foi menor apenas do que Curitiba (1,58%), São Paulo (1,34%), Rio de Janeiro (1,22%) e Porto Alegre (1,20%).

Na RMBH, sete grupos apresentaram variações positivas: Habitação (2,08%), Transportes (1,94%), Vestuário (1,60%), Alimentação e Bebidas (1,26%), Artigos de Residência (0,78%), Despesas Pessoais (0,74%) e Comunicação (0,52%). Um grupo apresentou deflação: Saúde e Cuidados Pessoais (-0,10%).

Venâncio Mata destaca que o impulsionador do IPCA foi a alta dos combustíveis e da energia elétrica. “A escassez de chuva, que ocasionou o aumento da bandeira vermelha para a de crise hídrica, e o aumento do barril de petróleo, que é cotado em dólar através do câmbio, afetaram diretamente o poder de compra das famílias e impactaram a inflação para o mês. Isso acabou ocasionando o reflexo em todos os demais serviços como transporte, frete e alimentos”, pontua.

A alta no grupo de Transportes (1,94%) impactou o índice geral de outubro em 0,40 ponto percentual. O destaque foi para o aumento das passagens aéreas (37,47%), provocando o maior impacto individual no mês. “Ainda tivemos aumentos no etanol (2,78%) e na gasolina (1,46%), nos automóveis usados (2,22%) e novos (1,31%) e no conserto de automóvel (1,67%)”, detalha Mata.

Em Habitação (2,08%), o resultado foi influenciado pelo aumento da energia elétrica residencial (2,95%). Ainda dentro do grupo, o gás de botijão (4,84%), condomínio (2,07%) e aluguel residencial (0,98%) puxaram os índices do IPCA.

No grupo de Alimentação e Bebidas (1,26%), as principais altas de preços foram no tomate (29,03%), na batata-inglesa (13,18%), nas frutas (8,57%), no frango em pedaços (4,83%) e no queijo (3,75%).

“Em alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,65%, tivemos aumento na refeição de 0,89%. Em Vestuário, a elevação foi de 1,60%, o resultado foi influenciado pelo aumento das roupas de 1,64%”, reforça o coordenador da pesquisa.

Combustível ainda é o vilão 

Para o economista e professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Rafael Ribeiro, a alta do combustível está sendo um dos principais responsáveis pela elevação da inflação no País.

“Desde 2015, quando a Petrobras mudou a política de preços praticados, segue a cotação do barril internacional, que é vendido em dólar. Então, como ao longo do ano, o dólar sofreu vários aumentos e o real sofreu muita desvalorização, sofremos com muitos aumentos. Além disso, cenário político de incerteza com muito conflito, a queda no poder de compra das famílias, o custo da gasolina nas refinarias, impostos até chegar nas bombas, aumentaram ainda mais esse combustível, o que fez o efeito ainda maior como elevação no transporte, frete e passagens aéreas”, explica o economista da UFMG, Rafael Ribeiro.

O economista aponta ainda a falta de chuvas, que impacta a bandeira de escassez hídrica, afetando o consumo de energia elétrica das indústrias e das famílias. “Estamos passando pela pior crise dos últimos 90 anos, o que pressionou a tarifa paga pelos consumidores, que acarretou em quebra de safra na agricultura, que resultou no aumento dos alimentos. Quando isso acontece, muitos empresários preferem a exportação de alimentos, o que gera a escassez de alguns produtos aqui no País, o que eleva o preço. Não é a primeira vez que passamos por uma crise hídrica, mas o governo federal, mais uma vez, não investiu neste setor para que não ficássemos tão dependentes das hidrelétricas, fazendo com que as termelétricas fossem ativadas, elevando ainda mais o custo da energia elétrica”, esclarece.

Ribeiro acredita que outra pressão está diretamente ligada à incerteza política e econômica no País. “Como este cenário ainda está muito nebuloso, ainda vivemos esse impacto de alta em setores essenciais da economia. E acredito que isso mudará apenas no ano que vem”, opina.

O economista reforça que ainda é cedo para dizer se as chuvas irão trazer a normalidade da bandeira de consumo ou se a redução de 1% no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no diesel em Minas Gerais deverá diminuir a inflação na RMBH. 

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