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Queda nos preços dos combustíveis no primeiro semestre ajudou a frear a inflação na RMBH - CREDITO:ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

Com o impacto do reajuste das tarifas da energia elétrica, que teve alta de 4,42%, a inflação de junho na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) subiu 0,14%. Por outro lado, a queda nos preços de combustível – etanol apresentou redução de 8,56% e gasolina sofreu retração de 2,56% – impediu uma elevação maior. No grupo de alimentos, tomate e carne subiram, enquanto feijão e frutas ficaram mais baratos.

A inflação na RMBH ficou acima do indicador nacional, que aumentou 0,01%, segundo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No acumulado de 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Região Metropolitana de Belo Horizonte ficou em 3,08%, enquanto no mês passado esse indicador estava em 4,85%.

Coordenador da pesquisa no IBGE Minas, Venâncio da Mata informa que essa retração ocorreu porque, em junho, o índice deixou de sentir o impacto da greve dos caminhoneiros, que ocorreu em maio de 2018, elevando o preço das mercadorias e pressionando a inflação para cima.

Já o IPCA acumulado no semestre registrou elevação de 2,30%. Venâncio da Mata destaca que o indicador está dentro do esperado para o período, sendo que a meta da inflação estipulada pelo Banco Central para o ano é de 4,25%.

Grupos – Conforme o levantamento do IBGE, dos nove grupos investigados, seis tiveram alta. Foram eles: habitação (+0,84%); saúde e cuidados pessoais (+0,55%); despesas pessoais (0,37%) artigos de residência (+0,33%); alimentação e bebidas (+0,10); comunicação (0,05%). Vestuário apresentou estabilidade. Já os que registraram queda foram transportes (-0,76%) e educação (-0,09%).

O grupo habitação foi o que mais pressionou a inflação para o alto, devido à alta da energia elétrica. Nesse mesmo grupo, o gás de botijão mostrou queda de 1,77%. Já no segmento de saúde, houve elevação de 1,14% nos itens de higiene pessoal e de 0,8% nos planos de saúde.

No grupo alimentação, as principais altas foram registradas nos preços do tomate (+18,78%) e das carnes (+2,29%). As quedas mais acentuadas foram do feijão carioca (-17,05%) e frutas (-8,98%). Entre as frutas que registraram queda no preço, alguns destaques são laranja (-17,21%); melancia (-14,08%); banana (-13,57%) e morango (-12,99%).

As passagens aéreas, incluídas no grupo transporte, apresentaram alta de 30%, devido à proximidade das férias de julho.

IPCA fica estável e amplia expectativa de corte de juros

Rio e São Paulo – A inflação oficial brasileira registrou em junho o nível mais baixo para o mês em dois anos com recuo nos preços dos alimentos e transportes, mantendo abertas as portas para a possibilidade de um corte de juros em breve pelo Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve variação positiva de 0,01% em junho, desacelerando em relação à alta de 0,13% em maio, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado é o mais baixo para junho desde 2017 (-0,23%) e o menor do ano.

“O cenário é de famílias com renda comprometida, endividadas e a demanda ainda está bem tímida. As pessoas estão consumindo menos e a renda está comprometida. Nesse índice, se vê bem isso”, disse o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

Em 12 meses até junho, o IPCA registrou alta de 3,37%, de 4,66% no mês anterior, uma vez que saiu da conta o efeito da greve dos caminhoneiros do ano passado.

O número em 12 meses é o mais fraco desde maio de 2018 (+2,86%) e afasta-se ainda mais do centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de recuo de 0,03% em junho, acumulando em 12 meses alta de 3,33%.

No acumulado primeiro semestre, a inflação oficial atingiu 2,23%, de acordo com os dados do IBGE.

Grupos – No mês de junho, os grupos Alimentação e bebidas e Transportes responderam, juntos, por cerca de 43% das despesas das famílias.

Mas a queda dos preços dos alimentos desacelerou a 0,25% no mês, de deflação de 0,56% em maio, uma vez que os preços do tomate e das carnes passaram a subir respectivamente 5,25% e 0,47%.

Já os Transportes recuaram 0,31% diante da redução de 2,41% nos preços dos combustíveis, com destaque para a gasolina (-2,04%).

Por outro lado, o maior impacto positivo no índice coube a Saúde e Cuidados Pessoais, uma vez que a alta acelerou a 0,64% em junho, de 0,59% em maio.

Em sua última reunião de política monetária, o BC manteve a taxa básica de juros Selic em 6,5% e, ao mesmo tempo em que reconheceu melhora do balanço de riscos para a inflação, vem reforçando sua mensagem de condicionar novos cortes de juros a avanços na reforma da Previdência.

Mas na pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC os economistas veem quatro cortes neste ano, com a Selic terminando a 5,50% e a inflação a 3,80%. (Reuters)

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