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LafargeHolcim pode vender ativos no País

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Líder mundial em vendas de cimento, a LafargeHolcim tem fábricas em Barroso, Pedro Leopoldo e Montes Claros | Crédito: Divulgação

Embora o Grupo LafargeHolcim não confirme, a saída da multinacional do Brasil parece sim ser uma possibilidade. A gigante cimenteira franco-suíça já teria comunicado oficialmente o corpo diretivo das operações brasileiras sobre a intenção de venda de todas as fábricas nacionais, que, como de costume, dependeria da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser efetivada.

O movimento acontece em meio a um forte aquecimento do setor cimenteiro, que tem sido beneficiado pelo aumento das obras imobiliárias e das pequenas reformas domésticas, observado desde o ano passado. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic), a indústria apresentou alta de 19% no primeiro trimestre de 2021. Em termos nominais, foram vendidas 15,3 milhões de toneladas nos primeiros três meses do ano.

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Além disso, caso confirme sua saída, a LafargeHolcim integrará uma lista considerável de multinacionais que têm deixado o Brasil nos últimos anos. Há uma onda de empresas estrangeiras saindo do País sob argumentos relativos à competitividade e ambiente de negócios

A Sony anunciou o fechamento da indústria na Zona Franca de Manaus, Ford, Audi e Mercedes estão em busca de novos mercados, a farmacêutica Roche já havia comunicado o encerramento das atividades em 2019, e a Nike vendeu as operações nacionais para o grupo dona da Centauro – apenas para citar alguns exemplos.

Procurada, a LafargeHolcim disse que não comentaria o assunto. A Prefeitura de Barroso (na região Central), onde está uma das principais operações da multinacional em Minas, disse que aguarda uma confirmação oficial da empresa para se pronunciar. Já representantes da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de Minas Gerais (Feticom-MG) se mostraram bastante preocupados com os rumos da cimenteira no País.

Empregos em risco

De acordo com o presidente da Feticom-MG e do Sindicato de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), onde também há uma planta industrial da LafargeHolcim, Wilson Geraldo Sales da Silva, o cenário é incerto e nem mesmo o setor de Recursos Humanos (RH) das unidades não sabe o que vai acontecer.

“Nos preocupa quem vai ser o comprador, pois estamos falando de 1.600 empregos diretos em todo o País e de uma empresa consolidada que pratica as melhores condições de trabalho e de salário no setor. Estamos em meio às negociações da convenção coletiva e queremos deixar tudo definido para quando houver a efetivação da venda”, afirmou. A próxima rodada de negociações entre patrões e empregados está prevista para semana que vem.

Para Wilson Silva, o negócio já está encaminhado e deverá ser anunciado nos próximos meses. “Pela experiência que tenho, se tratando de uma multinacional, a venda já deve ter sido encaminhada para o Cade ou está próxima de acontecer”, revelou.

O diretor da Feticom-MG e presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Barroso, João Luiz Aparecido Silva, ressaltou que a preocupação com os funcionários é grande. “Não sabemos se a empresa será vendida para chineses, italianos ou mexicanos e nos preocupa o relacionamento que o novo controlador terá com os trabalhadores. Além disso, se daqui a seis meses ou um ano o Cade não autorizar a venda, o grupo vai paralisar as operações e demitir todo mundo?“, questionou.

Tamanha angústia, conforme João Silva, se deve ao fato de a justificativa para o grupo controlador deixar o Brasil está justamente no fato de o negócio em terras tupiniquins ter se tornado inviável, mesmo com o aquecimento do mercado.

“O cenário não ajuda, o País não tem uma governança séria que norteie os negócios e todos ficamos dependentes de uma política econômica que não sabemos onde vai dar. Por isso, tantas multinacionais estão saindo daqui. No caso da LafargeHolcim, as operações colombianas lucraram bem mais que as brasileiras, mesmo aquele país sendo bem menor”, exemplificou.

A LafargeHolcim é líder mundial em vendas de cimento e a empresa emprega hoje cerca de 90 mil funcionários em mais de 80 países do mundo. Com cerca de 1.600 empregados, a LafargeHolcim Brasil tem presença em todo o País e está presente em três das cinco regiões: Sudeste (SP, RJ, MG e ES), Nordeste (BA, PE, PB e RN) e Centro-Oeste (GO). Especificamente em Minas Gerais há fábricas em Barroso, Pedro Leopoldo e Montes Claros, além de um terminal em Barbacena e uma PCH em Uberaba.

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