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Economia

Mercado de capitais registra captação histórica em 2021

Resultado é o maior da série histórica e representa incremento de 60%, de acordo com dados da Anbima

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Emissões de denêntures somaram R$ 253,4 bilhões no ano passado ante os R$ 121 bilhões em 2020, segundo a Anbima | Crédito: Pixabay
Emissões de denêntures somaram R$ 253,4 bilhões no ano passado ante os R$ 121 bilhões em 2020, segundo a Anbima | Crédito: Pixabay

O mercado de capitais no Brasil obteve resultado recorde em 2021. Ao todo, foram captados pelas empresas no País R$ 596 bilhões entre emissões de renda variável e de renda fixa e instrumentos híbridos. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume captado ficou 60% superior ao registrado no ano anterior, marcado pela pandemia. O volume foi o maior da série histórica e também ficou 37,8% maior se comparado com o desempenho de 2019.

O vice-presidente da Anbima, José Eduardo Laloni, classificou o ano como positivo para o setor. “Foi um ano espetacular. Não foi só uma classe de ativos que foi destaque, foi o mercado como um todo”.

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Do volume total captado, a maior parte, R$ 467,9 bilhões, foi via renda fixa e híbridos, valor que superou em 81,99% o captado ao longo de 2020 e em 36,5% quando comparado a 2019.

O destaque, na renda fixa, foram as emissões de debêntures, que chegaram a R$ 253,4 bilhões, mais que o dobro do total captado em 2020, quando os negócios somaram R$ 121 bilhões. As debêntures incentivadas, voltadas para projetos de infraestrutura, movimentaram R$ 47,3 bilhões, crescimento de 70% em relação ao ano anterior e também o maior número da série histórica da Anbima. Já as tradicionais movimentaram R$ 206,4 bilhões, ante R$ 93,4 bilhões em 2020 e R$ 150,8 bilhões em 2019. 

Laloni destacou ainda que em 2021 houve aumento dos prazos das captações. Somente no último trimestre, 44% das emissões de debêntures foram com prazos acima de sete anos. 

“Destacamos o alongamento de prazos. Tivemos em 2020 algum encolhimento de prazo, apesar de continuarmos com tempos bastante longos. Mas o que aconteceu em 2021, com maior destaque para o último trimestre, foi que 44% das emissões totais do mercado foram acima de sete anos, logicamente puxado pelas debêntures de infraestrutura, que tiveram um ano recorde também. Mesmo as que não são de infraestrutura também ajudaram no aumento do prazo. O mercado teve a capacidade de alongar os prazos e o investidor de entender os benefícios de uma carteira mais longa”.  




Os R$ 128,1 bilhões restantes das captações, maior valor da série histórica, foram via ações, incluindo aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês) que renderam R$ 63,6 bilhões ante os R$ 43,5 bilhões registrados em 2020 e os R$ 9,8 bilhões em 2019. Os Follow-on chegaram a 64,5 bilhões, ficando inferiores aos R$ 72,8 bilhões registrados em 2020.

“Tivemos, em 2021, um volume histórico de R$ 128 bilhões de operações. Há um equilíbrio entre empresas novas e aumento do capital em empresas já abertas em bolsa.Tivemos um último trimestre mais desafiador, com subida dos juros e o desenvolvimento macroeconômico do Brasil que não favoreceu muito as emissões. Mas estamos confiantes de que, apesar desse soluço de curto prazo, vamos continuar tendo um mercado de capital de renda variável pujante”.

Ao longo de 2021, a maior parte dos recursos captados foi para o caixa das companhias emissoras. A emissão primária, em 2021, chegou a R$ 87,4 bilhões ante os R$ 63,3 bilhões de 2020. Em 2019, as emissões encerraram o ano em R$ 36,9 bilhões.

No ano anterior, a distribuição secundária foi de R$ 40,7 bilhões, ante R$ 53 bilhões registrados em 2020.

“Os resultados mostram que o destino do dinheiro está sendo para dentro das empresas, para crescimento, aquisições, ou seja, para o desenvolvimento do crescimento das empresas mesmo”.

Primeiro semestre deve ser aquecido

Apesar das incertezas, as expectativas para 2022 são positivas e a tendência é que  o fluxo do mercado de capitais seja mantido. Um diferencial frente a 2021 será a maior concentração das operações no primeiro semestre, devido às eleições. 




“É muito difícil fazer previsões. Acho que a gente pode ter um ano mais desafiador, porque um juro de 12% é diferente de um juro de 2% e vai ter impacto no ponto de vista de bolsa, renda fixa, realocação de portfólios. Imagino que os mercados sempre estarão abertos. Se vamos ter um ano de renda fixa mais forte ou se vai ter o de renda variável mais fraco, não dá para saber ainda. Mas, o que dá para saber é que o fluxo de capital que entrou no mercado, que saiu dos instrumentos tradicionais de captação, acho que é uma tendência e vai continuar acontecendo. Essa locação vai continuar a existir”.

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