Em julho, Estado registrou a contratação de 114.634 profissionais e a demissão de outros 98.791 | Crédito: Divulgação

O saldo de empregos formais continuou positivo no mês passado em Minas Gerais, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Em julho, houve superávit de 15.843 vagas de trabalho no Estado, segundo resultado positivo consecutivo, após três meses seguidos de déficit na geração de vagas, em função da pandemia do Covid-19. Este foi também o melhor resultado para o mês desde 2013.

Em julho de 2013, 11.633 postos de trabalho foram criados em Minas. Desde então, o Estado apresentou superávit no mês de julho apenas em 2017 e 2018, sempre abaixo dos mais de 15 mil postos. Além disso, o resultado do emprego formal de julho em Minas superou em 49% os 10.609 empregos do mesmo mês de 2019.

Ao todo foram contratados 114.634 profissionais e demitidos 98.791 trabalhadores no sétimo mês deste exercício. Com isso, Minas acumulou o fechamento de 102.243 empregos de janeiro a julho de 2020, mantendo o terceiro pior resultado do período entre as unidades da Federação.

No Brasil, o déficit do mercado de trabalho chegou a 1,092 milhão de vagas de empregos até o último mês. O número foi puxado por São Paulo e Rio de Janeiro, que registraram saldos negativos de 349.706 e 193.925 postos, respectivamente.

No fim de março, o Ministério da Economia chegou a suspender a divulgação do Caged dos meses anteriores, por falta de informações enviadas pelas empresas, principalmente referentes às demissões de trabalhadores formais. Na época, conforme a pasta, o movimento poderia comprometer a qualidade dos dados. O governo pediu então, que as empresas retificassem e reenviassem as informações.

No fim de maio, o ministério apresentou então o que chamou de “Novo Caged”, cujos dados passaram a ser gerados por meio de informações captadas dos sistemas do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), do Caged e do Empregador Web.

Ao realizar os levantamentos mês a mês, a reportagem identificou incongruência entre os números e observou uma mensagem de que os dados podem ter sido ajustados até o último mês.

Procurado, o Ministério da Economia informou que a mudança ocorreu no prazo para o fornecimento de informações, enquanto no formato anterior os empregadores podiam enviar os dados até o dia 7 do mês seguinte, e tinham 12 meses para ajustar, agora, é preciso informar diariamente todas as admissões. Já para os desligamentos, parte em até dez dias e o restante até o fechamento da folha de pagamento no dia 15 do mês subsequente, além de não haver limites para correções.

“Dessa forma, os dados são atualizados constantemente, podendo ocorrer esta variação citada anteriormente”, disse a pasta, por meio de nota.

De maneira detalhada, o superávit de 15.843 em Minas Gerais superou em 49% os 10.609 empregos do mesmo mês de 2019. Já no acumulado do ano, o déficit de 102.243 vagas em Minas ocorreu a partir da admissão de 825.299 profissionais e o desligamento de outros 927.542 de janeiro a julho deste exercício. Nos mesmos meses de 2019 houve superávit de 99.946 postos de trabalho.

Setores – Na divisão por setores, conforme a nova metodologia do governo federal, em julho, apenas o segmento de serviços registrou déficit (-169). No ano, agropecuária e construção apresentaram números positivos de 9.819 e 5.385 vagas, respectivamente.

No mês, a maior contribuição veio da indústria, cujo saldo foi de 5.676 empregos, seguido pela construção com 5.205 postos criados. O comércio criou 2.995 e a agropecuária 2.136.

Já no acumulado dos sete meses, o setor de serviços apresentou déficit de 47.523 vagas, o comércio de 46.439 e a indústria de 23.485 empregos. A agropecuária apurou superávit de 9.819 e a construção de 5.385 postos de trabalho de janeiro a julho deste ano.

Brasil cria postos pela 1ª vez desde fevereiro

Brasília – Depois de vários meses extinguindo postos de trabalho por causa da pandemia do Covid-19, o País voltou a criar empregos formais em julho. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 131.010 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Essa foi a primeira vez desde fevereiro em que o emprego formal cresceu. No acumulado do ano, no entanto, o mercado de trabalho continua sentindo o impacto da pandemia. De janeiro a julho, foram fechadas 1.092.578 vagas, o pior resultado para os sete primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2010.

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho. A estatística foi liderada pela indústria, com a abertura de 53.590 postos. O indicador inclui a indústria de transformação, de extração e de outros tipos.

Com 41.986 novos postos, a construção vem em segundo lugar, seguida pelo grupo comércio, reparação de serviços automotores e de motocicletas, com 28.383 novas vagas. Em quarto lugar, vem o grupo que abrange agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 23.027 postos.

O único setor a registrar fechamento de postos de trabalho foi o de serviços, com a extinção de 15.948 postos.

Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 53.068 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou a indústria extrativa, que abriu 888 vagas.

Os serviços tiveram desempenhos opostos conforme o ramo de atividade. O segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas criou 22.208 postos. O setor de saúde humana e serviços sociais abriu 13.649 vagas.

Em contrapartida, o setor de alojamento e alimentação continua a sentir os efeitos do isolamento social e fechou 24.949 vagas. O segmento de educação demitiu 19.010 trabalhadores a mais do que contratou.

Desde abril, as estatísticas do Caged não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em julho. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 34.157 postos a mais, seguido pelo Nordeste com 22.664 postos criados e pelo Sul com mais 20.128 postos. O Centro-Oeste abriu 14.084 postos de trabalho e o Norte criou 13.297 postos formais no mês passado.

Na divisão da Federação, 24 unidades criaram e três extinguiram empregos com carteira assinada. As maiores variações positivas ocorreram em São Paulo, com a abertura de 22.967 postos; Minas Gerais, 15.843 postos, e Santa Catarina, 10.044 postos. Os três estados que fecharam postos de trabalho foram Rio de Janeiro, -6.658 postos; Sergipe, -808 postos, e Amapá, -142 postos. (ABr)