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Minaspetro alerta para risco de faltar óleo diesel no Estado

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Falta de biodiesel já vem ocorrendo desde maio; ANP chegou a aprovar redução temporária em mistura para atender mercado do diesel | Crédito: Charles Silva Duarte /Arquivo DC

A oferta limitada de biodiesel para misturar ao óleo diesel pode provocar o desabastecimento do combustível já na próxima semana, em Minas Gerais, segundo informou o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro).

Além da oferta reduzida, os preços do biocombustível estão elevados e também podem encarecer ainda mais o diesel para o mercado final.

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O Minaspetro enviou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na última quinta-feira (25), pedido para que a mistura seja reduzida de 12% para cerca de 5% durante aproximadamente 30 dias, período considerado necessário para a normalização da oferta de biodiesel.

De acordo com o presidente do Minaspetro, Carlos Guimarães, a situação é grave e alguns postos de Belo Horizonte já estão recebendo volumes menores que os demandados.

“No início da pandemia, houve uma retração grande no consumo de combustíveis, o que fez com que a produção de biodiesel fosse reduzida. Porém, com a retomada de parte das atividades, houve um aumento do consumo e a oferta do biodiesel tem sido insuficiente. A estimativa é de que falte diesel já na próxima semana, caso a mistura não seja reduzida. Pedimos à ANP uma redução da mistura para um índice de 5% ante 12% usados hoje. Tem postos em Belo Horizonte que já estão recebendo volumes menores do que o encomendado”, destacou.

Conforme as informações do Minaspetro, em março, a cadeia produtiva de combustíveis sofreu com o alto estoque de produto parado no mercado. No período, tanto os produtores de biodiesel quanto as distribuidoras de combustíveis encontraram dificuldades para cumprir as exigências contratuais e legais relacionadas às compras e entregas do biocombustível.

Devido às dificuldades, a ANP flexibilizou as regras para a aquisição dos volumes entre as partes. Ficou acertado que as companhias distribuidoras poderiam retirar até 20% menos do comprado, enquanto os produtores poderiam exercer as entregas também 20% a menos do que o volume contratado.

Com a gradual retomada das atividades após as flexibilizações municipais e estaduais de mobilidade social, o mercado de combustíveis acabou recuperando aos poucos o volume perdido no período mais intenso da crise.

Entretanto, a dificuldade das distribuidoras em elaborar estimativas sobre o consumo do diesel no País diante das incertezas causadas pela pandemia do Covid-19 e a surpreendente demanda acima do esperado começaram a refletir na falta do biodiesel para cumprir a exigência mínima de adição ao diesel S10 e S500.

Cenário – A falta de biodiesel já vem sendo sentida desde maio. No dia 16 de junho, a ANP, com a concordância do Ministério de Minas e Energia (MME), aprovou redução excepcional e temporária do percentual de mistura obrigatório do biodiesel ao óleo diesel de 12% para 10%. Porém a medida ficou em vigor apenas até 21 de junho.

Segundo nota da ANP, a medida foi necessária para dar continuidade ao abastecimento nacional, uma vez que as entregas de biodiesel previstas para o período poderiam não ser suficientes para atender à mistura de 12% ao diesel, que vem sendo bastante consumido, apesar da atual situação de pandemia.

De acordo com Guimarães, outro problema provocado pela falta de biodiesel é o encarecimento do biocombustível. Com a alta do dólar e o aumento dos preços da soja no mercado internacional, os produtores de biodiesel estão entregando o volume 20% menor que o vendido no leilão da ANP, o que tem elevado os preços em níveis recordes.

O último leilão teve os preços alavancados de R$ 2,68 para R$ 3,77, alta de 40%.
Já no diesel, os reajustes nos preços foram de 15,1% em maio e de 7,9% em junho. E a tendência, segundo Guimarães, caso não ocorra alteração na mistura, é de novas altas.

“Em um momento de pandemia, com todas as dificuldades que estamos enfrentando, se tiver falta ou encarecimento do produto, a situação ficará pior. No Brasil, o transporte rodoviário é o mais utilizado e precisa continuar para garantir o abastecimento do mercado com medicamentos, alimentos e demais produtos, e, para isso, dependemos do diesel”, concluiu.

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