Governo de MG eleva ICMS dos combustíveis

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Governo de MG eleva ICMS dos combustíveis
Novos preços de referência em Minas Gerais entraram em vigor em 1º de novembro - CREDITO:CHARLES SILVA DUARTE

Com a atualização da tabela do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), usada para indexação dos valores-base para tributação nas unidades federativas e o Distrito Federal e definição do chamado preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF), o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), elevou os valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) cobrado sobre a gasolina, o etanol e o diesel vendidos em Minas Gerais.

Os novos preços passaram a valer no último dia primeiro e representam, em Minas, alíquotas de ICMS de 31% na gasolina; 16% no etanol e 15% no diesel, conforme informações do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro).

Assim, no caso da gasolina comum, o tributo cobrado até o mês passado era de R$ 1,5114 e agora saltou para R$ 1,5794, uma diferença de R$ 0,0679. No etanol, o valor do ICMS que antes era de R$ 0,4976, agora passou para R$ 0,5308, diferença de R$ 0,0332. Já no diesel, passou de R$ 0,5340 para R$ 0,5675, diferença de R$ 0,0335.

O sindicato destacou que, no modelo de tributação do segmento de combustíveis (Substituição Tributária), estes valores já sofreram alteração em uma etapa anterior à Revenda de combustíveis (distribuição). Ou seja, o combustível chega das companhias distribuidoras – Ipiranga, Shell, BR Distribuidora etc. – aos postos de combustíveis situados no Estado já com os novos valores de tributação.

Contexto – De maneira complementar, o presidente do Minaspetro, Carlos Guimarães, que representa institucionalmente os cerca de 4 mil postos no Estado, lembrou que o governo de Minas desconsidera todo o contexto econômico pelo qual a população está passando.
“Novamente, os consumidores terão que suportar mais um reajuste de ICMS em Minas.

Para efeito de comparação, em janeiro deste ano os mineiros pagavam cerca de R$ 1,37 de imposto; agora, o que já era muito alto. Agora, estão pagando R$ 1,58, 21 centavos a mais somente de imposto. Absurdo e desrespeito total”, reclamou.

O Minaspetro ponderou ainda que não é papel da instituição estimar o período para que determinadas baixas ou altas de impostos sobre os combustíveis tenham impacto direto nas bombas, pois a cadeia de comercialização do setor envolve outros segmentos, como as refinarias e distribuidoras de combustíveis. Além disso, segundo a entidade, não realiza pesquisas de preço, estoque, volume de compra ou qualquer outra informação comercial junto aos postos; e não existe tabelamento no setor.

Até o fechamento desta edição, a reportagem não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais (SEF) para comentar o assunto.

O PMPF serve de base para o recolhimento do ICMS feito pelas refinarias no ato da venda dos combustíveis aos postos de gasolina.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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