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Economia

Mineração: AMG vende 200 mil t de concentrado de lítio

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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A AMG Mineração fechou contrato de venda antecipada de 200 mil toneladas de concentrado de lítio para os próximos cinco anos, que financiará a expansão da mina Volta Grande, entre os municípios de Nazareno e São Tiago, na região Central de Minas Gerais. O acordo foi fechado pela subsidiária brasileira do grupo sediado em Amsterdã, a AMG Brasil, baseado na produção de 40 mil toneladas/ano.

“A planta de concentrado de lítio existente da AMG Brasil está produzindo dentro de sua capacidade nominal e seus custos de produção estão em linha com nossas projeções anteriores. Consequentemente, aproveitamos esta oportunidade para expandir nossa capacidade e construir ainda mais nossos relacionamentos na cadeia de fornecimento de lítio”, disse o CEO da AMG, Heinz Schimmelbusch, em comunicado à imprensa.

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“Este Acordo de Cooperação e a expansão associada representam o compromisso contínuo da AMG Brasil em investir e aumentar sua presença no Estado de Minas Gerais no Brasil”, completou o CEO da AMG Brasil, Fabiano Costa, no mesmo comunicado.

A AMG Mineração assinou protocolo de intenções com o governo de Minas no final de 2019, anunciando R$ 838,9 milhões em investimentos. Conforme divulgado à época, o montante contemplaria a implantação de uma unidade de beneficiamento de Espodumênio, Planta Química de Lítio, produção de ligas de Estanho e concentrado de Tântalo e Feldspato nas cidades de Nazareno e São Tiago. Cerca de 220 empregos estão previstos.

Em março do ano passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comunicou o financiamento de R$ 221 milhões para o projeto, enfatizando que a planta reaproveita rejeitos existentes de duas antigas barragens construídas a montante, além de novos rejeitos gerados pela produção de tântalo. 

Ainda conforme o BNDES, o projeto deve aumentar em dez vezes a produção nacional de concentrado de lítio, insumo de alto valor agregado e crescente demanda internacional, a partir da utilização em baterias de veículos elétricos.

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Disseram, por fim, que a planta tem capacidade de produção de 90 mil toneladas de concentrado de lítio, material de alta pureza aplicado em dispositivos de armazenagem de energia e que vem se destacando em relação a outros elementos quanto à durabilidade, ao peso e a seu custo relativo. “As instalações devem apresentar perfil de custos competitivos em relação aos fornecedores internacionais, contribuindo para posicionar o País como fornecedor do insumo, cuja expectativa de crescimento do mercado é de 14% ao ano até 2025”, consta no documento da instituição federal de fomento.

Estado conta com projetos de destaque

Minas Gerais possui importantes projetos relacionados à cadeia do lítio. A Sigma Mineração, por exemplo, tem um projeto de produção e beneficiamento no Vale do Jequitinhonha, por meio do complexo Grota do Cirilo, que prevê a produção de 220 mil toneladas de concentrado de lítio grau bateria ao ano, a partir das minas localizadas nos municípios de Itinga e Araçuaí e planta em Itinga, apenas na primeira fase. A estimativa é de que a construção da unidade consuma US$ 74 milhões.

Há também a instalação da primeira fábrica de células de bateria de lítio-enxofre do mundo, em Juiz de Fora (Zona da Mata), que recebeu o nome de Oxis Brasil. A iniciativa tem à frente a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e a empresa britânica Oxis Energy. Com investimentos de aproximadamente R$ 245 milhões, as operações deverão ter início no ano de 2023. 

Por fim, um grupo de oito empresas do Vale do Silício vai instalar no aeroporto industrial localizado em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o Colossus Cluster Minas Gerais, voltado para a produção de baterias de lítio, componentes e veículos elétricos, mediante investimentos de US$ 3,5 bilhões nos próximos anos. As obras de instalação ocorrerão no segundo semestre deste ano e as operações estão previstas para 2022. (MB)

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