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MRV cria empresa voltada para imóveis de médio padrão

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MRV cria empresa voltada para imóveis de médio padrão
Imóveis da Sensia terão custo médio de R$ 350 mil e serão voltados para famílias com renda mensal entre R$ 7 mil e R$ 11 mil | Crédito: Divulgação / MRV

Em um ano marcado pela pandemia do novo coronavírus e os impactos avassaladores na economia, muitas empresas e setores precisaram se reinventar. Uma tradicional e gigante mineira, a MRV Engenharia Participações S/A, sediada em Belo Horizonte, também. Neste caso, não por necessidade, mas por oportunidade.

Diante de uma demanda cada vez maior por imóveis sob medida, a construtora que continua apurando recordes atrás de recordes acaba de lançar mais um braço operacional: a Sensia Incorporadora, voltada para o mercado imobiliário de médio padrão.

Com isso, o grupo, agora chamado MRV&CO, conta com as seguintes empresas: MRV, Urba, Luggo, HS e agora a Sensia, que, na avaliação do diretor de Marketing e Novos Negócios da MRV&CO, Rodrigo Resende, já nasce grande. “De estudos de anos, tanto de mercado quanto da própria marca, chegamos ao formato ideal, que vai combinar a credibilidade e o suporte da marca para a tração de uma empresa cuja proposta incluiu, sobretudo, produtos personalizáveis e acessíveis”, resumiu.

Resende está falando de imóveis com custo médio de R$ 350 mil, voltados para famílias com renda mensal entre R$ 7 mil e R$ 11 mil. Os empreendimentos, que começarão a ser lançados em breve, possuem método construtivo com parede de concreto, fachada diferenciada, torres de 250 unidades, lazer premium, varanda gourmet, recursos tecnológicos e sustentáveis, entre outros.

Já há projetos desenvolvidos para 12 cidades, entre elas, Belo Horizonte. Além da capital mineira, Campinas (SP), Maceió (AL) e Salvador (BA) serão as primeiras contempladas, cujos empreendimentos deverão ser erguidos no primeiro semestre do ano que vem. “O pipeline da Sensia prevê 3 mil unidades habitacionais por ano, em 2023, e Valor Geral de Venda (VGV) de R$ 1 bilhão”, detalhou. “Apenas para 2021, estão previstos R$ 500 milhões em VGV”, afirmou.

Localização estratégica – O executivo destacou ainda que o portfólio da empresa será composto por produtos novos e diferenciados, a começar pelas localizações dos terrenos que irão abrigar os empreendimentos, em regiões de classe média, com opções de comércio e serviços e acessos facilitados. Além disso, os clientes terão um consultor de personalização para auxiliá-los a entender seu estilo e escolher opções de pisos, louças, metais, armários e até pacotes de tecnologia.

“Estamos falando de um cliente que enxerga o imóvel como investimento para a vida toda, que já realizou as primeiras conquistas da vida e que busca um lugar que represente a sua identidade. Ele quer um imóvel diferente do vizinho, personalizado”, explicou.

Conforme a empresa, entre as condições favoráveis do mercado para o segmento de médio padrão no Brasil estão: potencial de mercado de 2,79 milhões de famílias, surgimento de 78 mil novos domicílios, por ano, nessa faixa, 400 mil unidades financiadas anualmente pelo funding SBPE e a redução da taxa básica de juros (Selic) para o menor patamar histórico, em 2% ao ano.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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