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Endividamento dos consumidores de Belo Horizonte cresceu em abril

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Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

Um número maior de consumidores de Belo Horizonte está contraindo dívidas. Segundo pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), em abril deste ano, 76,8% dos consumidores tinha algum compromisso financeiro, índice que teve alta de 14,5 pontos percentuais no comparativo com igual mês do ano passado (62,3%). Na relação com março, quando os endividados chegaram a 74,4%, a variação foi pequena.

Economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida explica que o aumento no número de dívidas indica aquecimento do consumo, o que é positivo. Entretanto, a pesquisa apontou também o aumento da inadimplência. Os dois dados conjugados mostram um cenário que requer cuidado.

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“É um misto de pessoas acessando mais crédito para o consumo e de pessoas não conseguindo arcar com o compromisso. Isso ocorre devido ao momento econômico, com o aumento do desemprego, mesmo que sazonal, e também por descontrole orçamentário”, diz o economista.

De acordo com a pesquisa, o número de consumidores com contas em atraso aumentou 1,7 pontos percentuais em abril (34,9%) na relação com março (33,2%). Na relação com abril de 2018 (28,2%), o avanço foi de 6,7 pontos percentuais. “Esse é um indicador importante e negativo, pois a inadimplência retira o consumidor do mercado de consumo e do acesso ao crédito. É ruim para o consumidor e para o varejo”, diz Almeida.

O número de consumidores que não terão condições de quitar suas dívidas somou 16,1% em abril, com 1,5 ponto percentual acima da última avaliação (14,6%). No comparativo com abril de 2018 (11,6%), houve alta de 4,5 pontos percentuais.

Almeida explica que o aumento do indicador de endividamento está correlacionado com os dados do Banco Central, que mostra aumento de concessões de crédito a pessoa física, ou seja, mais pessoas estão recorrendo a alguma modalidade de crédito.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra o quanto os consumidores estão adquirindo compromissos como financiamento de imóveis, carros, empréstimos e cartão de crédito.

Cartão – O principal compromisso financeiro é com o cartão de crédito. Em abril, 79,5% se comprometeram com essa modalidade. “As pessoas usam o cartão de crédito de forma indiscriminada, como forma complementar de renda”, alerta Almeida. A modalidade possui os maiores juros praticados no mercado.

Em seguida, as principais modalidades são carnês (15,7%); cheque especial (9,9%); financiamento de carro (9,6%); crédito consignado (8,6%); crédito pessoal (8,1%); financiamento de casa (7,8%) cheque pré-datado (1,7%); outras dívidas (0,7%).

Entre os 76,8% dos endividados, 35,3% acham que estão pouco endividados; 16% estão muito endividados; 25,5% responderam “mais ou menos”. Os que não têm dívida somam 23,1%. Entre as famílias com contas pendentes, 54,6% afirmam que o período devido é superior a 90 dias. Em média, o período de atraso para pagamento das contas é de 65 dias.

O valor comprometido do orçamento familiar do mês com dívida é, em média, de 29,5%. Entre os entrevistados, 43,1% disseram comprometer de 11% a 50%; 24,3% disseram comprometer mais de 50%; 27,8% responderam que o valor é menor que 10% do total do orçamento.

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