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Thiago Bajur*

As mudanças e inovações tecnológicas já são parte do cotidiano, com novos produtos e tendências surgindo diariamente. Este cenário de transformações foi sintetizado na sigla Vuca, acrônimo em inglês, que representa as características do período atual: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

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O termo foi criado na década de 90 pelo exército norte-americano para descrever os contextos de guerra. Hoje, é usado para explicar a nova realidade, em que tudo é alterado frequentemente, influenciando relações, rotinas e o trabalho. Neste último, as modificações se fazem cada vez mais presentes, atingindo profundamente diversos mercados.

A área da engenharia, por exemplo, enfrenta até hoje um panorama instável. As mudanças, novidades e tecnologias influenciaram o mercado de trabalho e alteraram as competências e tarefas esperadas de um engenheiro. Para compreender este cenário é preciso entender quais foram os impactos do mundo Vuca na engenharia e como o profissional pode se adaptar ao trabalho nessa nova realidade.

Um dos principais atributos do mundo moderno é a volatilidade: ferramentas que antes eram inovadoras, rapidamente se tornam obsoletas. Isso é notável na engenharia, setor fortemente ligado às tecnologias. Viver num mundo volátil requer constante atualização e atenção às novidades e exige das empresas e profissionais a manutenção de um propósito que permita enxergar uma trajetória clara, dando direção e fluidez ao trabalho desempenhado.

A incerteza também é uma característica do mundo atual e afetou consideravelmente o setor de engenharia. Novas tendências, somadas à crise financeira e à concorrência com o grande número de profissionais criaram  um cenário de instabilidade. Isso tornou quase impossível a antecipação de resultados, dificultando previsões para o futuro da profissão. A experiência passada já não serve de base para projeções.

Muitos engenheiros foram pegos de surpresa com a crise que atingiu o setor, precedida por um considerável crescimento do mercado com oportunidades para formados e recém-formados. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), até 2013, o saldo entre os engenheiros com carteira assinada, admitidos e desligados, era positivo.

Já em 2014, quando a crise começou a se manifestar, o número de profissionais demitidos superou o de contratados, com 42 mil engenheiros desempregados na soma de 2015, 2016 e 2017, até agosto. Muitos recorreram a trabalhos informais, por meio de aplicativos como o Uber. O que deveria ser uma solução temporária estende-se até hoje para muitos engenheiros que ainda não conseguiram retornar ao mercado.

Outro desafio do mundo Vuca é a complexidade, que envolve e interliga todas as coisas. A criação de um negócio, produto ou mecanismo inovador requer diversas etapas e áreas que trabalham em conjunto. O novo fluxo organizacional exige que os profissionais compreendam este processo de trabalho em equipe, capacitando-se para tomar decisões ágeis. Por fim, a ambiguidade representa a falta de clareza e imprecisão que o grande volume de informações, dados e interpretações produzidas atualmente pode causar. A comunicação e o alinhamento são características essenciais, que ajudam a evitar decisões inconsistentes e múltiplas interpretações.

Diante de tantas alterações, como o profissional da engenharia pode dar conta dessas demandas e se manter atualizado? O investimento no aperfeiçoamento profissional surge como uma solução. Muitos engenheiros buscam uma especialização que ajude no retorno ao mercado de trabalho da engenharia, o ingresso neste segmento ou a exploração e especificação em uma determinada área.

Cursos profissionalizantes ou pós-graduações possibilitam a atualização e preparação para o mercado atual e são diferenciais no currículo, chamando atenção das empresas. Cada vez mais, o aprendizado e a modernização dos conhecimentos tornam-se pilares na engenharia, com o surgimento de novas tendências.

No entanto, antes de optar por uma especialização, é crucial pensar na missão do curso. Mais do que o conhecimento técnico, o mundo atual requer a compreensão das tecnologias, e capacitação por meio da prática, entendendo o processo de criação de projetos e suas várias etapas por meio da experiência. É preciso escolher um modelo de ensino alinhado com estes propósitos, que ajude o profissional a se adaptar ao mundo Vuca e lidar com o dia a dia do trabalho que une tecnologia, pessoas e organizações.

As instituições de ensino estão atentas a essas mudanças e já adaptam o processo de aprendizado ao mundo de transformações aceleradas e atualizações recorrentes. A Educação 4.0 surge para unir o uso dos recursos tecnológicos com a metodologia ativa, que aplica o learning by doing, ou seja, aprender fazendo. O modelo é uma resposta da Indústria 4.0, termo usado para se referir à continuação do desenvolvimento tecnológico, que permanece em constante inovação com a utilização de ferramentas digitais cada vez mais modernas.

O Instituto E-Class, por exemplo, oferece cursos de pós-graduação na área da Engenharia seguindo a metodologia de Educação 4.0. Recursos tecnológicos são usados para potencializar os estudos, combinados com o aprendizado prático, em que mais do que simplesmente absorver o conteúdo, o aluno aprende  desenvolvendo projetos e experiências. Os cursos contam com aulas ao vivo online, plataforma própria, materiais complementares e utilização de ferramentas tecnológicas. Essa atualização é essencial na área da engenharia, fortemente interligada com novas tendências tecnológicas.

*Engenheiro de controle e automação, especialista em engenharia de sistemas médicos na Alemanha, fundador e sócio da Arkmeds Tecnologia, das startups Stranlab e Findoo e do Instituto E-Class de educação

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