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Economia

País volta a ter 13 milhões de desempregados

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Estado tem um saldo negativo de 111.555 postos de trabalho no acumulado do ano até maio | Créditos: REUTERS/Nacho Doce

Rio e São Paulo – A taxa de desemprego no Brasil voltou ao patamar de meados do ano passado ao subir para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, e o País voltou a ter mais de 13 milhões de desempregados, com dispensas das vagas temporárias de fim de ano e aumento da procura por vagas.

A taxa de desemprego já havia subido a 12% no trimestre até janeiro, o que representa um segundo aumento seguido.

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Os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que esse resultado é o mais alto desde o trimestre encerrado em junho do ano passado, quando a taxa também foi de 12,4%.

“Houve uma dispensa forte de temporários, e isso aumentou a desocupação em fevereiro. Foram dispensados profissionais contratados para as festas de fim de ano e muitos funcionários das áreas da saúde e educação nas prefeituras. São movimentos sazonais e esperados”, disse o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

“Precisamos que a economia reaja para esperar uma evolução da taxa”, acrescentou.

O País registrou no trimestre até fevereiro 13,098 milhões de desempregados, contra 12,669 milhões entre novembro e janeiro e 13,121 milhões no mesmo período de 2018. A última vez que o número de desempregados ficou na casa dos 13 milhões foi nos três meses encerrados em maio de 2018.

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Já o contingente de pessoas ocupadas caiu a 92,127 milhões nos três meses até fevereiro, contra 92,547 milhões no trimestre até janeiro, aproximando-se do patamar de 91 milhões em que ficou pela última vez em julho de 2018.

Subutilização – A população fora da força de trabalho, ou seja, que não está nem trabalhando nem procurando emprego, chegou a 65,7 milhões, um recorde na série histórica. O número é 0,9% maior (mais 595 mil pessoas) do que novembro e 1,2% superior (mais 754 mil pessoas) do que fevereiro daquele ano.

A população subutilizada (ou seja, que está desempregada, que trabalha menos do que poderia, que não procurou emprego, mas estava disponível para trabalhar ou que procurou emprego, mas não estava disponível para a vaga) chegou a 27,9 milhões de pessoas em fevereiro deste ano.

O número também é recorde na série histórica, 3,3% maior (mais 901 mil pessoas) em relação a novembro e 2,9% maior (mais 795 mil pessoas) do que em fevereiro de 2018.

A taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,6%, superior aos 23,9% de novembro e aos 24,2% de fevereiro de 2018.

O número de desalentados, ou a quantidade de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga, atingiu 4,855 milhões, de 4,716 milhões no trimestre até janeiro.

Carteira assinada – O IBGE informou ainda que o emprego com carteira assinada no setor privado teve alta nos três meses até fevereiro com 33,027 milhões de pessoas, de 32,916 milhões no trimestre até janeiro, mas registrando queda de 0,3 % sobre o mesmo período de 2018.

Por outro lado, 11,128 milhões de pessoas não tinham carteira assinada no setor privado entre dezembro e fevereiro, aumento de 3,4 % sobre o mesmo trimestre do ano anterior.

Ainda nos três meses até fevereiro, o rendimento médio do trabalhador foi de 2.285 reais, contra 2.277 reais no trimestre até janeiro e 2.268 reais no mesmo período de 2018.

Apesar dos dados fracos do IBGE que destacam a dificuldade recuperação do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia apontou criação líquida de 173.139 vagas formais de emprego em fevereiro.

Mas Azeredo ponderou que a taxa de desemprego de março deve voltar a subir, uma vez que sairá da conta o mês de dezembro, que foi positivo para o mercado de trabalho.

“O quanto vai subir depende do comportamento da economia”, disse ele. (ABr/Reuters)

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