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Economia

Pandemia aquece vendas de móveis no Estado

Sindimov-MG estima um incremento de 2% no ano passado, ante 2020

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Custos de painéis de MDF mais que dobraram no ano passado | Crédito: Alisson J. Silva
Custos de painéis de MDF mais que dobraram no ano passado | Crédito: Alisson J. Silva

A pandemia de Covid-19 fez com que as pessoas passassem mais tempo em casa, o que estimulou os investimentos em melhorias. Um dos setores que foi beneficiado por esta demanda foi o moveleiro. Após um 2020 de demanda alta, 2021 também foi positivo para o setor e a estimativa é que as vendas, em Minas Gerais, tenham crescido cerca de 2% sobre o ano anterior. A alta só não foi maior porque o setor enfrenta falta e encarecimento de matérias-primas. Um dos principais insumos, os painéis de MDF, registrou alta superior a 100% nos preços. 

De acordo com o diretor de educação e treinamento do Sindicato das Indústrias do Mobiliário e de Artefatos de Madeira no Estado de Minas Gerais (Sindimov-MG), Elton Alves, o crescimento da demanda foi importante para o setor, que há muito anos vinha enfrentando um mercado desaquecido, o que causou demissões e fechamento de empresas. A construção civil aquecida também é um fator que estimula o setor moveleiro.

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“A crise gerada pela pandemia e a necessidade de isolamento social impactou no setor moveleiro e estamos trabalhando com demanda alta. O ficar em casa fez com que as pessoas investissem mais em móveis sob encomenda, que sempre foi um objeto de desejo. As pessoas investiram no conforto e no bem-estar”. 

Ainda segundo Alves, investir em comodidade já era uma tendência que ganhou velocidade com a pandemia. “Sem poder viajar, sair para passear e trabalhar em home office, investir em melhorias no lar passou a ser um mecanismo de alívio para a sociedade, já que a casa agora é lugar de estudo, de trabalho e da família. Acredito que este movimento vai se manter por mais alguns anos”, explicou. 

Insumos encareceram 

Com a alta demanda, o setor moveleiro também enfrentou desafios. A desestruturação dos setores produtivos provocada pela paralisação de atividades no mundo, fez com que muitos insumos ficassem escassos, o que alavancou os preços. 

No setor moveleiro, as empresas trabalharam com dificuldades de abastecimento de diferentes tipos de  madeiras. Para se ter ideia, o custo do painel MDF subiu mais de 100%, passando de R$ 130 para cerca de R$ 270 hoje.

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“No nosso setor, tivemos problemas com a escassez de matéria-prima e aumento expressivo dos custos, que convivemos com eles até hoje. Além da madeira, derivados de pintura também subiram no mesmo patamar. O mundo está vivendo o desabastecimento e encarecimento dos insumos”.

Expectativas para 2022

Apesar das incertezas, 2022 deve ser um ano positivo para o setor. De acordo com Alves, são muitos os desafios para este ano. Entre eles estão as incertezas relacionadas às eleições, inflação em dois dígitos e juros mais altos. 

“Mesmo com todas as incertezas, a gente tem expectativa boa para os dois próximos anos. A tendência é de crescimento da demanda, até porque somos impulsionados pela construção civil que está em alta. Então, temos expectativas positivas tanto de crescimento da demanda quanto dos empregos gerados no setor e em volume de produção”.

O avanço da vacina contra o Covid-19 e a retomada das atividades também têm favorecido o segmento moveleiro que atende às licitações de escolas e órgãos públicos. Após um longo período com vendas travadas, desde o final do ano passado, a demanda foi retomada e empresas trabalham com capacidade máxima.

O diretor do Sindimov-MG e da Achei Indústria de Móveis, com sede em Divinópolis, Alessandro Rodrigues, explica que do início da pandemia até o início do segundo semestre do ano passado, a demanda pelos produtos da empresa no Estado estava muito pequena. Para manter a empresa e a mão de obra, o empresário expandiu o mercado de atuação e passou a atender o Sul do País. Com a retomada do serviço presencial e das aulas em Minas, a demanda foi alavancada. 

“No meu caso, tive dificuldade porque trabalho atendendo à demanda de órgãos públicos e escolas. Nestes segmentos, as licitações reduziram muito. No segundo semestre de 2022, as licitações voltaram e estava com demanda reprimida. As encomendas vieram a todo vapor e o segundo semestre de  2021 foi um dos melhores da história da empresa. Agora, com a demanda bem alta, estamos com as vendas suspensas porque vamos operar com a capacidade de produção total até abril”.

A tendência, para este ano, é de alta nas vendas. “Por ser um ano eleitoral, normalmente, os governos investem mais na melhoria da estrutura das escolas, o que vai refletir de forma positiva no nosso setor”, disse Rodrigues.

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