Economia

PBH e BNDES firmam contrato de R$ 500 mi para adaptação climática; veja as ações previstas

Plano prevê ações de resiliência e uso do conceito de cidade-esponja
Atualizado em 5 de maio de 2026 • 14:24
PBH e BNDES firmam contrato de R$ 500 mi para adaptação climática; veja as ações previstas
Foto: Diário do Comércio Leonardo Leão

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram, nesta terça-feira (5), um contrato para o financiamento do Plano de Investimentos em Resiliência e Adaptação Climática, no valor de R$ 500 milhões. As ações previstas serão executadas por meio do programa BH Resiliente (Projeto Transformador Cidade Jardim).

Os recursos destinados à capital mineira se somam aos R$ 59,3 bilhões aportados pelo banco em Minas Gerais no período entre 2023 e o primeiro trimestre deste ano. Esse montante é 78,6% superior aos R$ 33,2 bilhões aprovados para o Estado entre 2019 e 2022.

A parceria foi anunciada durante um evento na sede da PBH, onde o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), destacou a importância da iniciativa para o município. Ele afirmou que o BNDES atua como propulsor do desenvolvimento no Brasil e garantiu que a cidade está apta e interessada em estreitar as relações com a instituição.

“Muitas coisas que acontecem na cidade nós conseguimos construir por meio de parcerias como esta com o BNDES. Não dá para gerir uma cidade como Belo Horizonte sozinho, sem grandes parceiros”, declarou.

O projeto apresentado promete contribuir para a redução de danos associados a eventos extremos, proteger populações vulneráveis, qualificar o ambiente urbano e fortalecer a segurança climática na região. Entre as ações previstas estão a despoluição da Lagoa da Pampulha, a ampliação das áreas verdes e permeáveis, a implementação de mobilidade urbana limpa, a reforma de parques e do Zoológico e a recuperação de nascentes, brejos e cursos d’água.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que esse tipo de iniciativa contribui para a prevenção dos efeitos das mudanças climáticas, como enchentes. Ele também elogiou algumas ações previstas, como a adoção do conceito de cidade-esponja, voltado para absorver grandes volumes de água.

“Este será um recurso muito bem investido em um projeto muito bem feito tecnicamente e bem distribuído pela cidade”, disse.

Já Damião ressaltou que o poder público municipal vem investindo na melhoria da infraestrutura urbana da capital com foco em reduzir os efeitos causados pelas mudanças climáticas. Ele relatou que a cidade passou por um período de fortes chuvas entre outubro de 2025 e fevereiro deste ano, mas sem registro de deslizamentos de terra.

“Hoje não passamos mais pelos sofrimentos de antes devido aos trabalhos realizados nos últimos anos, e isso só acontece com grandes parcerias. Resolver os problemas é quase impossível, mas dá para minimizar os impactos da chuva”, afirmou.

Para Mercadante, o projeto de resiliência climática representa uma mudança de concepção, tornando a cidade mais verde e com maior capacidade de enfrentar os efeitos das fortes chuvas. Ele avaliou a iniciativa como uma visão inovadora sobre o tema. “Nós estamos muito felizes de participar dessa construção”, acrescentou.

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